O Rei Carlos III e os filhos, príncipes William e Harry, caminharam atrás do caixão transportado numa carruagem de artilharia, juntamente com os outros filhos da monarca, Ana, André e Eduardo.
No grupo, encontram-se ainda outros membros da família real, como o marido da princesa Ana, Tim Laurence, e o filho, Peter Phillips, o primo da Rainha, Príncipe Ricardo (Duque de Gloucester) e o sobrinho da rainha, David Armstrong-Jones (Conde de Snowdonia).
A rainha consorte, Camilla, a Princesa de Gales (mulher de William) Catarina, a Condessa de Wessex (esposa do príncipe Eduardo), Sofia, e a Duquesa de Sussex (esposa de Harry), seguiram de carro.
O caixão, que passou a noite no Palácio de Buckingham, foi também acompanhado por militares. Ao longo do percurso formaram-se multidões com pessoas que esperaram várias horas para poder ter uma boa posição junto às barreiras metálicas. À frente do caixão, após os militares, caminharam vários funcionários que trabalhavam para a Rainha. A cada minuto da procissão foram disparadas salvas de canhão em Hyde Park.
O corpo será depositado no Salão de Westminster [Westminster Hall], a parte mais antiga do edifício onde funciona o parlamento britânico, cujas origens remontam ao século XI.
O Arcebispo de Cantuária, Justin Welby, celebrará então uma curta missa para o Rei e a restante família real antes de o espaço ser aberto ao público, às 17:00.
O caixão, fechado e coberto pelo estandarte real e pela Coroa Imperial do Estado, esfera e ceptro, ficará nos próximos dias cinco dias sobre uma plataforma elevada, conhecida como catafalco, e guardado continuamente por soldados de regimentos militares que servem o Rei.
Nos próximos dias, são esperadas milhares de pessoas para visitar o caixão e prestar a última homenagem. O salão vai estar aberto 24 horas por dia até às 06:30 de segunda-feira, data do funeral.
Foram velados neste espaço o primeiro-ministro William Gladstone (1898), os reis Eduardo VII (1910), Jorge V (1936), Jorge VI (1952) e Winston Churchill (1965).
O último membro da família real a ficar em câmara ardente no Salão de Westminster foi a Rainha Mãe, em 2002, quando cerca de 200.000 pessoas fizeram fila para ver o caixão ao longo de três dias.
O Reino Unido cumpre atualmente um período de luto nacional na sequência da morte de Isabel II, que morreu aos 96 anos a 8 de setembro, após mais de 70 anos de reinado, o mais longo da história do Reino Unido.
Após a morte da monarca, o seu filho primogénito assumiu, aos 73 anos, as funções de rei como Carlos III.
com Lusa