Muitos gigantes tecnológicos dos EUA como a OpenAI e a Google tendem a manter o código dos seus grandes modelos de linguagem secretos. Este comportamento é distinto das empresas chinesas que têm optado por abrir o código e, dessa forma, recolher apoios por parte das comunidades de programadores e dar maior visibilidade sobre as suas capacidades tecnológicas. A RedNote é o mais recente exemplo disso mesmo, numa altura em que as relações Washington-Pequim estão tensas.
A RedNote disponibiliza agora o modelo dot.llm1 e a documentação técnica no Hugging Face, um repositório especializado. De acordo com a informação recolhida pela Reuters, este modelo tem um desempenho comparável ao do Qwen 2.5 da Alibaba, mas ainda fica atrás do DeepSeek-V3.
A RedNote opera uma plataforma semelhante ao Instagram, onde os utilizadores partilham fotografias, vídeos, publicações de texto e conteúdo ao vivo. A plataforma saltou para a ribalta quando muitos utilizadores dos EUA a procuraram como alternativa ao TikTok, numa altura em que estava iminente a proibição deste naquele país.
A empresa chinesa está a apostar no desenvolvimento de soluções de IA próprias desde 2023, pouco depois de a OpenAI ter chegado ao mercado com o ChatGPT. A RedNote conta já como o Diandian, uma aplicação de pesquisas com Inteligência Artificial que ajuda a encontrar conteúdos na plataforma principal.
Alibaba e DeepSeek são dois dos outros nomes de empresas chinesas que estão a libertar o código dos seus modelos, com desempenho elevado e desenvolvidos a uma fração do custo dos seus congéneres americanos.