O Índice Global de Trabalho Remoto (GRWI) foi criado pela NordLayer no ano passado e pretende avaliar 108 países em relação ao trabalho remoto no que toca a quatro critérios. Os analistas da empresa têm em consideração segurança cibernética, condições económicas, infraestrutura digital e física e condições sociais. O nosso país surge em sexto lugar desta lista que é encabeçada pela Dinamarca, Países Baixos e Alemanha.
Em cada um dos critérios, há subcritérios a que correspondem diferentes pontuações e ajudam a avaliar a atratividade geral do trabalho remoto. Portugal, apesar do sexto lugar global, encontra-se entre os claros líderes em vários destes e, como é natural, tem muitos pontos de melhoria em áreas específicas.
Na cibersegurança, surgimos em 18º lugar, com a infraestrutura de cibersegurança a ser a principal área para futuras melhorias. Nas condições económicas, ficamos em oitavo lugar, com a desvantagem para o custo de vida elevado (56º). A infraestrutura eletrónica é considerada razoável (43º), mas as infraestruturas digitais e físicas são consideradas boas (23º). O preço da Internet é considerado caro (34º) e com uma qualidade mediana (20º).
A legislação portuguesa sobre cibersegurança merece uma boa classificação, com o painel a considerar que cobre inúmeras áreas de segurança cibernética.
Sendo a NordLayer especializada neste setor, deixa algumas recomendações que devem ser implementadas para garantir boas práticas de cibersegurança, como o uso permanente de uma rede privada virtual (VPN), instalar sempre as atualizações de sistema em todos os equipamentos, manter precaução no uso de redes sem fios públicas, ativar a autenticação de dois fatores e usar palavras-chave fortes e únicas.
Consulte o estudo completo aqui.