Nas promoções da Black Friday de 2017, há uma boa notícia e uma notícia que pode não ser assim tão boa. A boa notícia: «Há dois anos detetámos várias blackfraudes e alertámos a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE). Por causa disso, no ano passado, já houve bem menos casos. E este ano, registámos apenas um ou outro caso marginal. O que significa que as principais insígnias (do retalho) se portaram bem», explica Miguel Laje, coordenador de Estudos de Mercado da associação de Consumidores DECO.
É o mesmo especialista da DECO que apresenta a notícia que pode não ser assim tão boa para quem aproveitou para fazer compras na Black Friday: «muitas vezes, os descontos feitos pelas grandes superfícies não chegam para ter preços mais baixos que noutras lojas de menor dimensão, apesar de estarem a ser praticadas promoções genuínas».
O responsável da DECO não tem dúvidas de que a Black Friday já figura no roteiro dos gastos familiares dos portugueses. «É uma altura em que muita gente já recebeu o subsídio de Natal. Realmente vende-se muito nesta época», refere.
A DECO desenvolveu um comparador de preços com mais de dois milhões de produtos, para ajudar os portugueses a tomarem as decisões durante Black Friday e a época festiva do Natal. Entre a passada sexta-feira e a tarde de segunda-feira, o comparador da DECO foi usado por mais de 100 mil pessoas, que fizeram mais de 215 mil pesquisas. Miguel Laje recorda que o balanço da Black Friday ainda não está fechado em termos quantitativos, mas já aponta a algumas tendências dominantes: «Os produtos de informática e e eletrónica de consumo são os mais procurados. Só depois vêm os eletrdomésticos».