
Daniela Antão, diretora executiva da Cabovisão, e a Cogeco Cable, empresa canadiana quer detém o operador de cabo sedeado em Palmela, optaram por não comentar a notícia da Lusa, que ontem dava conta do envio de cartas para operadores e fundos de investimento com o objetivo de acelerar a descoberta de um comprador.
E ao que parece, a Cabovisão até nem tem de procurar muito longe para descobrir um novo comprador – caso queira mesmo descobri-lo. De acordo com um relatório do Banco Santander, que é citado pelo Jornal de Negócios, a Zon está em posição privilegiada para comprar a Cabovisão.
O relatório lembra que há uma crescente tendência de fusão entre operadores de telecomunicações fixas, que acaba por deixar espaço apenas para dois grandes intervenientes (Meo e Zon).
A este fator junta-se ainda o facto de a rede da Cabovisão poder ajudar a Zon a reforçar a presença em algumas zonas geográficas: "A compradora natural para a Cabovisão é a Zon. Estimamos que 50% da área de cobertura da Cabovisão é complementar para a Zon, o que significa que a Zon poderá aumentar a sua área de cobertura em 14,3% e a base de clientes por cabo em 22,1%", refere o relatório do Banco Santander.
A confirmarem-se as notícias que garantiam que as negociações entre Cabovisão e fundos de investimento internacionais já estão bastante avançadas, tudo leva a crer que o desenlace deste negócio já não deverá demorar muito mais tempo – com ou sem a hipotética intervenção da Zon.
Atualmente, a Cabovisão tem mais de 260 mil clientes em Portugal.