Uma equipa de investigadores criou com elevada pressão e temperatura diamantes de 750 nanómetros e depois submeteu-os a vários processos. O objetivo é usar as descobertas para potenciar a física quântica. Estes nanodiamantes foram atingidos com raios de eletrões de elevada energia para criar uma vaga que pode ser usada para alojar informação quântica.
Com a utilização de ouro e safira, a equipa criou uma armadilha de iões onde, com a passagem de corrente elétrica, é desenvolvido um campo eletromagnético que permite levitar um nanodiamante numa câmara de vácuo, explica o New Atlas.
Os investigadores conseguem controlar a direção (seja no sentido dos ponteiros do relógio ou inverso) ao aplicar a voltagem: “Se não aplicarmos o sinal condutor, o diamante gira omnidirecionalmente, como se fosse um novelo de fios”, explica Kunhong Shen, um dos autores do trabalho. O recorde mundial de velocidade de rotação é de 300 mil milhões de rotações por minuto (rpm), com este trabalho a ficar longe, mas a atingir uns já impressionantes 1.200 milhões de rpm.
“Dentro destes diamantes, há rotações de qubits que os cientistas podem usar para realizar medições precisas e explorar a relação misteriosa entre a mecânica quântica e a gravidade. No passado, experiências com diamantes flutuantes tiveram dificuldade em prever a perda em vácuo e a ler os qubits em rotação. No entanto, no nosso trabalho, conseguimos ter sucesso a levitar diamantes em alto vácuo e usando uma armadilha de iões especial. Pela primeira vez, pudemos observar e controlar o comportamento dos qubits de rotação dentro de diamantes levitados em vácuo”.