
Há duas teorias para explicar o aparecimento das formas estranhas em Marte, na zona do Limbo Marciano. Em primeiro lugar, os investigadores estimam que se possa tratar de um fenómeno semelhante à Aurora Boreal da Terra, um processo através do qual partículas com carga elétrica são canalizadas para os pólos do planeta, colidindo com moléculas de gás e produzindo efeitos visuais. As partículas vêm do Sol e, para ser esta a explicação para o fenómeno marciano, teria de se ter assistido a um fluxo excecionalmente grande e a atividade solar de 2012 não mostra essa atividade.
A segunda teoria diz que os “dedos” não passam de nuvens a pairar a grande altitude. Esta explicação pressupõe que existiram desvios consideráveis nos modelos atmosféricos aplicados a Marte, algo que também não parece convencer a comunidade científica. As nuvens em Marte chegam a estar a cerca de 100 km de altura e, para estas formas serem nuvens, teriam de estar ao dobro dessa altitude.
As formas foram detetadas em 2012 por astrónomos amadores e duraram cerca de dez dias. Agora, os investigadores pretendem continuar a monitorizar as extremidades do “planeta vermelho” para ver se surgem novamente.