Paulo Mendes Pinto

Paulo Mendes Pinto

CIÊNCIA DAS RELIGIÕES
Paulo Mendes Pinto é coordenador da área de Ciência das Religiões na Universidade Lusófona, desde 2006, onde dirigiu o Mestrado (2007-2011) e a Licenciatura (2007-2017) em Ciência das Religiões. No projeto de Ensino Superior “Ensino Lusófona”, foi Diretor-Geral Académico do Ensino Lusófona - Brasil, entre outubro de 2021 e agosto e 2025. Especialista em História das Religiões, dedica parte dos seus trabalhos a questões relacionadas com a relação entre o Estado e as religiões. Tem desenvolvido atividades com as mais variadas confissões religiosas, com destaque para as comunidades islâmicas e judaicas. Participa como perito em vários projetos europeus relacionados com os discursos de ódio e a radicalização religiosa. É membro do Conselho Consultivo da Associação de Professores de História. Foi Embaixador do Parlamento Mundial das Religiões (2015-18) e fundador da European Academy for Religions (2017). É Membro Correspondente da Academia Brasileira de Filosofia; É Sócio-Correspondente da Federação das Academias de História Militar Terrestre do Brasil. Recebeu, em 2023, a Medalha Estadista Getúlio Vargas. Recebeu a Medalha de Ouro de Mérito Académico da Universidade Lusófona em 2013.
Culturando na Lusofonia

Saramago fora das aprendizagens essenciais. Não conheço os argumentos (ditos técnicos), mas estou contra!

De facto, é verdade, quer a afirmação que diz que Saramago "é obviamente um escritor de referência", tal como também não é menos verdade que, "felizmente Portugal tem muitos". Com uma verdade, dita da forma certa, mentimos com o que julgamos esconder

Culturando na Lusofonia

A inevitabilidade de uma teologia do Corpo (a inquietação d’'o lugar da incerteza' de Patrícia Reis)

Todo este o lugar da incerteza é um acumular de situação, centrais na definição de personagens, em que o corpo se impõe, entre no dia a dia, e diz estou aqui! Seja um cancro avançado, mostrando a iminência da morte, seja uma gravidez, ou seja o mais comum e normal desejo sexual, o corpo que pede outro corpo

Opinião

Lobo Antunes, o divã social

Opinião

Para compreender o Ramadão, ou o sentido da religião no mais íntimo do dia-a-dia

O Ramadão é a afirmação interior, familiar e pública da condição de muçulmano. Fraternalmente muçulmano, não individualmente religioso do Islão

Opinião

Um referendo, mais que uma eleição

Esta eleição não foi pela Presidência da República, mas pela posição face à política, mais que ao regime

Opinião

O consenso ético de António José Seguro

É que, por vezes, seja nas nossas vidas, seja na dos coletivos, há momentos em que nos devemos definir, dizer onde estamos e até onde vão os nossos limites, nomeadamente os éticos. E, neste campo, no dos valores, é importante que por vezes tenhamos sobressaltos, que passemos por sustos, para que sejamos obrigados a clarificar o que, de facto, é essencial

Opinião

A busca da felicidade, ou a lição de Manuel João Vieira

Só mesmo a figura do bobo para nos recolocar no essencial

Culturando na Lusofonia

Hanuka. Do ódio ao amor, numa celebração do direito a ser

Em síntese, recebendo a luz que esta festa simboliza, falou-se de vida e de amor. Falou-se da liberdade e do respeito por todos os que desejam praticar publicamente a sua fé. Foi uma noite magnífica que a todos encheu de inspiração para nos focarmos no essencial e deixar o ódio no seu lugar

Culturando na Lusofonia

Lugares esconsos da memória. As "2000 Crianças Judias Raptadas" em 1493

A par do chamado “massacre de 1506”, que teve lugar em Lisboa, na Páscoa de 1506, em que poderão ter morrido cerca de 4000 lisboetas, supostamente cripto-judeus, o roubo de cerca de 2000 crianças judias em 1493, tiradas à força aos seus pais, e enviadas em condições desumanas para São Tomé, onde morreram quase todas, é um dos eventos negros da nossa história que nunca ganhou lugar nos manuais escolares – pudera! Como é que a gloriosa gesta dos Descobrimentos poderia ser manchada?

Culturando na Lusofonia

"Que Mundo, Meu Deus!" Quando a rádio é parte importante na cidadania

Opinião

A liberdade religiosa ao espelho dos 100 anos das Testemunhas de Jeová em Portugal

Só após o 25 de Abril de 1974 as Testemunhas de Jeová viveram um clima de liberdade religiosa

Opinião

Leão XIV, um caderno de encargos: dialogar com o indialogável

O novo Papa não é um homem de Donald Trump, apesar de ser norte-americano. Leão XIV é, mesmo, uma “bofetada de luva branca” que o colégio de cardeais deu à soberba do Presidente norte-americano

Opinião
Exclusivo

Trump e a tentação papal

Chegados ao segundo mandato de Trump, e com Francisco em franca debilidade física, o Presidente dos EUA nomeou em dezembro último Brian Burch, presidente e cofundador da CatholicVote, como embaixador dos EUA no Vaticano

Opinião

O lugar de Francisco na História

Nos próximos dias, até ao conclave, os cardeais eleitores terão um árduo trabalho de reflexão sobre esse legado. E a questão será simples: o próximo Sumo Pontífice deverá ser um Francisco II, um quase-Francisco, mas mais “calmo” nas mudanças, ou um anti-Francisco. Em nenhuma das equações, Francisco fica de fora, tal foi a marca que ele deixou

Culturando na Lusofonia

Goya Lopes, e a tessitura das identidades

Goya Lopes, artista baiana consagrada na área do têxtil, é o rosto mais sólido do trabalho lento que procura cerzir a investigação com a criatividade, dando material contemporâneo a quem queira beber no leite materno da cultura africana que construiu o Brasil

Culturando na Lusofonia

“A Cabeça de Santo” de Socorro Acioli

Este livro é isso mesmo: um texto que nos deixa despertos e incapazes de parar de ler. Numa prosa apelativa e elegante, com um enredo muito bem desenhado, Socorro Acioli leva-nos aos confins de uma religiosidade e de um misticismo popular que retrata de forma esplendorosa a forma de crer e de desejar milagres de muito da nossa sociedade

Culturando na Lusofonia

Festas de Loucos e Carnavais, recuperando um poema de Maquiavel

É que, tal como o Carnaval, toda e qualquer atividade humana não se esgota numa das vertentes com que catalogámos a nossa vida nos dois últimos séculos. Não há social sem religioso, não há ideias sem cultura, tal como não há mentalidades sem política e normas que nos organizem

Culturando na Lusofonia

A sede da perda, ou o “Co[r]po Vazio” de Natália Timerman

O copo vazio é a perfeita síntese deste livro de Natália Timerman, a história de uma perda, do fim de uma relação amorosa, que deixa esse vazio imenso que é um copo sem nada. Mas é uma perda, e esse é o drama da narrativa, que vai além da perda em si

Culturando na Lusofonia

"António Gedeão. Príncipe Perfeito", de Cristina Carvalho. Ensaios biográficos com “registo de interesse”

Nos mais pequenos detalhes do quotidiano, Cristina Carvalho procura encontrar os traços do génio, aquilo que o suportava, com rigor e exigência, num constante ritmo de trabalho

Culturando na Lusofonia

Pompeu Martins, e a voragem de se ser

Pompeu Martins, neste seu livro A Utopia do Não Ser, presenteia cada um dos seus leitores com um arrojado exercício do confronto interior com o tempo, com a criança e com a materialidade do tempo dentro de nós, com os limites do nosso ser, e com a busca do que, afinal, somos

Culturando na Lusofonia

Emma Lazarus, a “velha” Era Dourada

Emma Lazarus, em finais do século XIX, numa época em que os EUA se debatiam também com imensas levas de refugiados e de migrantes, escrevia um texto que algum tempo depois foi escolhido para estar inscrito na base da Estátua da Liberdade