Património natural
Mesmo depois de incêndios, má gestão e décadas de desleixo, continuamos a ter uma das maiores riquezas naturais da Europa. E o que fazemos com ela? Regulamo-la até à asfixia e deixamo-la degradar-se
Sabor do lugar
A gastronomia é um instrumento central da transição ecológica: aproxima produtores e consumidores, reforça economias locais e reconecta a alimentação aos ciclos naturais
Quando a transição energética esquece o território
A energia renovável não é um salvo-conduto moral. Precisa de limites, de contexto e de uma leitura fina do território. Sobretudo, precisa de reconhecer que há lugares onde o valor acumulado, ecológico, cultural, simbólico e comunitário é demasiado alto para ser colocado em risco
COP30, alterações climáticas: a encruzilhada
O corte brusco das cadeias globais de produção e consumo traria falências em massa, desemprego estrutural, escassez e desordem social. Aí está a encruzilhada moral e política do nosso tempo: temos de mudar, mas recusamos pagar o custo dessa mudança
Arrábida, Reserva da Biosfera pela UNESCO: responsabilidade e coerência ecológica
As pedreiras podem e devem coexistir com a conservação, desde que integradas em modelos de gestão ambiental rigorosos, tecnologicamente avançados e socialmente responsáveis
Fogo, de tragédia em tragédia
O chamado “negócio do fogo” tornou-se um círculo vicioso que alimenta a dependência do combate em detrimento da prevenção. Cada verão mobiliza recursos avultados para helicópteros, aviões e máquinas, mas esse investimento, embora necessário, não resolve as causas estruturais
Território do lixo
Temos disseminadas pelo País lixeiras de segunda geração; muitos dos sistemas em pré-rutura e em assumido conflito com as populações vizinhas e autarquias, com contas que ninguém sabe e que muito poucos pagam
Portugal Vazio, território e ecossistemas
Falamos de mobilidade, mas deixamos as aldeias sem transportes. Falamos de coesão, mas centralizamos a decisão. Falamos de inovação, mas impomos modelos urbanos a territórios rurais. Falamos de futuro, mas desenhamos políticas de emergência
Território, espaço e tempo
Aproveite o que de melhor, e mais acessível, tem à mão: território, espaço e tempo. Não é preciso mais. A Natureza viva e vivida é a melhor garantia das tão apregoadas regeneração e valorização dos ecossistemas
Água para quê?
No Minho, chove três vezes mais do que no Alentejo, e digo aos meus alunos que esta é a justificação mais remota para que o Minho tenha seis ou sete equipas de futebol na 1ª Liga e o Alentejo nenhuma
Desordenamento
Não podemos definir políticas e estratégias setoriais sem pormos o território no centro da decisão, considerando as idiossincrasias deste como um agente de transformação para um País melhor
Valência: As lições de uma catástrofe
A gestão do território e a prevenção são prioridades cada vez mais necessárias num mundo mais exposto a fenómenos extremos, potenciados pelo aquecimento global
Transição Local
O local é a escala em que todos vivemos e compreendemos, só aqui conseguimos envolver verdadeiramente as pessoas, é tempo para que as diferentes organizações decisoras o saibam e façam
Portugal perigoso
Os riscos naturais são cada vez menos naturais e cada vez mais induzidos pelos erros humanos e pela ausência de uma política de ordenamento do território que considere os fatores geológicos, climáticos e outros inerentes à física do território
Especial Caminhadas: 12 trilhos para descobrir Portugal
Andar a pé faz bem, e faz ainda melhor se essa atividade física for feita em percursos naturais, em contacto com o melhor que o planeta nos oferece
Os riscos naturais e a transição ecológica
Como estamos habituados, rapidamente nos acenaram com a magia da mentira dos milhões: o Plano de Drenagem de Lisboa, que muito vai gastar, pouco minimizar e quase nada resolver – é assim em todas as grandes cidades do mundo
Água para quê?
É estranho que o País não faça uma gestão integrada dos recursos hídricos disponíveis. Entretanto, face à pressão existente, sobretudo devido aos exigentes e elevados consumos do nosso modo de vida, é certo que os aquíferos correm sérios riscos de sobre-exploração. É tradição em alturas de seca lembrarem-se de que há água no subsolo
A seca é tão natural como a sua sede
Em vez de anteciparmos as medidas, reagimos tarde aos baixos níveis que as barragens vão mostrando. Em ano que chova dentro da média, como no último ano hidrológico, em vez de planear a seca vindoura, faz-se o contrário, pensamos e agimos na água como um recurso infinito