Conversas à esquina. Opinião de Carlos Alberto Cupeto
Regenerar um lugar também é regenerar as relações entre as pessoas, e, às vezes, para começar, não precisamos de grandes investimentos, tecnologias sofisticadas ou estratégias intermináveis, bastam uma esquina, alguma sombra e vontade de conversar
Não há transição ecológica sem mineração. Opinião de Carlos Alberto Cupeto
Os recursos minerais não pertencem apenas à geração presente. Constituem um património coletivo que deve ser utilizado com inteligência e responsabilidade
Todos no Algarve
Durante algumas semanas, Portugal tomba para sul, tudo converge para o Algarve; um verdadeiro irracional trambolhão. Só comparável ao absurdo das centenas de milhões de euros deitados ao mar a pôr areia nas praias
Banco de jardim, por Carlos Cupeto
Num mundo globalizado que transformou tudo em fluxo, velocidade e excesso, o banco permanece como metáfora de uma outra civilização possível. Uma civilização mais lenta, local, regenerativa
Ambiente urbano. Opinião de Carlos Cupeto
Melhorar o ambiente nas cidades implica reconhecer que o ar, o solo e os sistemas vivos não são meros suportes da atividade humana, mas condições essenciais da vida
Património natural
Mesmo depois de incêndios, má gestão e décadas de desleixo, continuamos a ter uma das maiores riquezas naturais da Europa. E o que fazemos com ela? Regulamo-la até à asfixia e deixamo-la degradar-se
Sabor do lugar
A gastronomia é um instrumento central da transição ecológica: aproxima produtores e consumidores, reforça economias locais e reconecta a alimentação aos ciclos naturais
Quando a transição energética esquece o território
A energia renovável não é um salvo-conduto moral. Precisa de limites, de contexto e de uma leitura fina do território. Sobretudo, precisa de reconhecer que há lugares onde o valor acumulado, ecológico, cultural, simbólico e comunitário é demasiado alto para ser colocado em risco
COP30, alterações climáticas: a encruzilhada
O corte brusco das cadeias globais de produção e consumo traria falências em massa, desemprego estrutural, escassez e desordem social. Aí está a encruzilhada moral e política do nosso tempo: temos de mudar, mas recusamos pagar o custo dessa mudança
Arrábida, Reserva da Biosfera pela UNESCO: responsabilidade e coerência ecológica
As pedreiras podem e devem coexistir com a conservação, desde que integradas em modelos de gestão ambiental rigorosos, tecnologicamente avançados e socialmente responsáveis
Fogo, de tragédia em tragédia
O chamado “negócio do fogo” tornou-se um círculo vicioso que alimenta a dependência do combate em detrimento da prevenção. Cada verão mobiliza recursos avultados para helicópteros, aviões e máquinas, mas esse investimento, embora necessário, não resolve as causas estruturais
Território do lixo
Temos disseminadas pelo País lixeiras de segunda geração; muitos dos sistemas em pré-rutura e em assumido conflito com as populações vizinhas e autarquias, com contas que ninguém sabe e que muito poucos pagam
Portugal Vazio, território e ecossistemas
Falamos de mobilidade, mas deixamos as aldeias sem transportes. Falamos de coesão, mas centralizamos a decisão. Falamos de inovação, mas impomos modelos urbanos a territórios rurais. Falamos de futuro, mas desenhamos políticas de emergência
Território, espaço e tempo
Aproveite o que de melhor, e mais acessível, tem à mão: território, espaço e tempo. Não é preciso mais. A Natureza viva e vivida é a melhor garantia das tão apregoadas regeneração e valorização dos ecossistemas
Água para quê?
No Minho, chove três vezes mais do que no Alentejo, e digo aos meus alunos que esta é a justificação mais remota para que o Minho tenha seis ou sete equipas de futebol na 1ª Liga e o Alentejo nenhuma
Desordenamento
Não podemos definir políticas e estratégias setoriais sem pormos o território no centro da decisão, considerando as idiossincrasias deste como um agente de transformação para um País melhor
Valência: As lições de uma catástrofe
A gestão do território e a prevenção são prioridades cada vez mais necessárias num mundo mais exposto a fenómenos extremos, potenciados pelo aquecimento global
Transição Local
O local é a escala em que todos vivemos e compreendemos, só aqui conseguimos envolver verdadeiramente as pessoas, é tempo para que as diferentes organizações decisoras o saibam e façam
Portugal perigoso
Os riscos naturais são cada vez menos naturais e cada vez mais induzidos pelos erros humanos e pela ausência de uma política de ordenamento do território que considere os fatores geológicos, climáticos e outros inerentes à física do território
Especial Caminhadas: 12 trilhos para descobrir Portugal
Andar a pé faz bem, e faz ainda melhor se essa atividade física for feita em percursos naturais, em contacto com o melhor que o planeta nos oferece
Os riscos naturais e a transição ecológica
Como estamos habituados, rapidamente nos acenaram com a magia da mentira dos milhões: o Plano de Drenagem de Lisboa, que muito vai gastar, pouco minimizar e quase nada resolver – é assim em todas as grandes cidades do mundo