Segundo o órgão emissor, o setor público consolidado registou um défice primário (saldo entre receitas e despesas, mas que exclui o pagamento dos juros da dívida) de 37,3 mil milhões de reais (6,9 mil milhões de euros) em novembro, face ao resultado deficitário de 20,1 mil milhões de reais (3,7 mil milhões de euros) em novembro de 2022.
No mesmo mês, ocorreram défices de 38,9 mil milhões de reais (7,2 mil milhões de euros) no Governo Central e de 343 milhões de reais (64 milhões de euros) nas empresas estatais, excedente primário de 2 mil milhões de reais (373 milhões de euros) nos governos regionais.
Nos 12 meses até novembro, o setor público brasileiro consolidado foi deficitário em 131,4 mil milhões de reais (24,5 mil milhões de euros), montante equivalente a 1,22% do PIB ou 0,15 ponto percentual do PIB superior ao défice acumulado nos 12 meses encerrados em outubro).
O resultado nominal do setor público brasileiro, que inclui o pagamento dos juros da dívida, ascendeu em números absolutos a 844,8 mil milhões de reais (158 mil milhões de euros) nos últimos 12 terminados em novembro.
Só no mês de novembro, o desequilíbrio entre receitas e despesas públicas atingiu 80,9 mil milhões de reais (15,1 mil milhões de euros), 15% a mais face ao mesmo período de 2022 e 71,4% superior ao registado em outubro passado.
O défice fiscal conheceu uma curva ascendente ao longo de 2023, coincidindo com o primeiro ano do Governo do Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, passando dos 5,90% do PIB reportados em abril para os atuais 7,82%, em termos interanuais.
CYR // JMC