Felix Baumgartner sabia que corria risco de vida quanto a sua queda livre, em velocidade supersónica se transformou num rodopio incontrolável que fez os milhões que assistiam ao seu salto, em terra, suster a respiração. A cair a uma velocidade de 1.342 kms/hora, o paraquedista, de 43 anos, perdeu o controlo. “Numa situação dessas, quando se está às voltas, parece o inferno e não sabes que consegues sair dessa rotação”, afirma.
“A saída foi perfeita”, explicou, em conferência de imprensa. “Mas depois comecei a rodar lentamente. Pensei que fosse só algumas vezes, mas depois começou a ser depressa”. “Foi brutal. Pensei que ia perder a consciência”, admite.
Em terra, os especialistas em queda livre que assistiam ao salto, em direto, reconheceram imediatamente o perigo. Uma rotação assim, lateral, com a cabeça e os pés a rodar em torno do centro do seu corpo poderia ter provocado sintomas como dores de cabeça, falta de ar, falta de visão, a par de outros, mais graves, como confusão mental, perda de consciência e até o possível rebentar dos globos oculares, na sequência do aumento da pressão no crânio.
“Claro que foi aterrador”, diz.
A conferência de imprensa: