O número de mortos no Camboja elevou-se hoje a 17, depois de serem encontrados três cadáveres, estando ainda 43 pessoas desaparecidas desde que o tufão atravessou a zona central do país depois de passar pelo Vietname, segundo o Comité Nacional para a Gestão de Desastres.
Um homem morreu na província de Mondulkiri, leste do Camboja, fronteiriço com o Vietname, e duas pessoas afogaram-se quando o barco onde se encontravam foi atingido pelo tufão, na província de Kampong Chhnang, centro do país.
Até o momento, cerca de 600 mil pessoas foram retiradas de aldeias situadas na região central e próximas da fronteira com o Camboja desde que o tufão descarregou chuvas torrenciais com ventos de até 117 quilómetros por hora.
O resultado provisório de danos indica que mais de seis mil casas foram destruídas, 116 navios de pesca se afundaram e que a colheita de cerca de 17 mil hectares de cultivo de arroz está perdida.
No Vietname, o Comité Nacional para o Controlo de Inundações indicou que 101 pessoas perderam a vida e que outras 24 estão desaparecidas, entre as quais um militar cuja embarcação naufragou ao tentar resgatar vários aldeães apanhados pelas inundações.
O primeiro-ministro vietnamita, Nguyen Tan Dung, inspeccionou quinta-feira os trabalhos de resgate efectuados pelo Exército e membros dos serviços de Defesa Civil.
O governo do Vietname estima que os danos materiais causados pelo Ketsana possam chegar aos 600 milhões de dólares (414 milhões de euros).
No Laos, pelo menos 14 pessoas morreram afogadas ao serem arrastadas por uma enchente ocorrida na província de Attapeu, sul do país, onde pelo menos 27 aldeias estão inundadas pelo transbordamento do rio Sekong, de acordo a rádio estatal.
Quando o Ketsana era ainda considerado uma tempestade tropical, devastou a capital das Filipinas, Manila, no passado fim-de-semana, fazendo 293 mortos.
As autoridades filipinas prepararam agora uma operação de evacuação devido à aproximação do tufão Parma, com ventos de cerca de 200 quilómetros por hora, que deverá atingir o arquipélago no sábado.
O Parma, segundo os peritos, é muito mais potente do que o Ketsana, que atingiu Manila e as províncias vizinhas, tendo por isso a presidente filipina, Gloria Arroyo, decretado hoje o estado de catástrofe natural em todo o país.