Os terrenos para a construção da sede da Fundação Calouste Gulbenkian foram adquiridos em 1957, ainda no decorrer do primeiro ano da instituição, então presidida por Azeredo Perdigão. De imediato foi lançado um concurso para a construção do edifício, desejando que este fosse “uma contribuição importante para a valorização da arquitetura contemporânea em Portugal”, como explica a arquiteta e historiadora Ana Tostões na obra Gulbenkian: Arquitectura e Paisagem.

Venceu a proposta de linhas sóbrias, horizontais e contemporâneas, de Ruy d’Athouguia, Pedro Cid e Alberto Pessoa. Um ano depois, iniciou-se o marcante projeto paisagístico do jardim, assinado por Gonçalo Ribeiro Telles e por António Viana Barreto (responsável pelos terraços verdes do Hotel Ritz). Nascia assim a homenagem, em betão, granito e Natureza, a Calouste Gulbenkian.
