O nosso principal compromisso, em cada edição, é com os leitores. Tanto com os assinantes fiéis que nos seguem há décadas como com os mais recentes, no papel ou no digital. É assim que encaramos o jornalismo: um serviço a quem nos lê.
Apesar do momento difícil que atravessa a Trust in News (TiN), empresa proprietária da VISÃO, queremos continuar a servir os nossos leitores – aqueles que, ao longo de uma história com mais de três décadas, fizeram crescer a VISÃO, consolidando-a como um título de informação respeitado e credível.
Na semana passada, conforme explicámos neste mesmo espaço, saímos para as bancas com uma edição assumidamente com menos páginas e com uma estrutura diferente da habitual – em plena greve por tempo indeterminado dos trabalhadores da TiN, em protesto contra os salários em atraso. Fizemo-lo por duas razões: para, como acreditamos, “salvar” a VISÃO do encerramento imediato, por falta das receitas da venda em banca; e para, de forma séria e transparente, demonstrar aos leitores as deficiências e lacunas de uma revista quando é feita sem o habitual empenho e a colaboração de toda a redação. Assumidamente, quisemos exibir os efeitos da greve e, em simultâneo, manter o contacto com o nosso público.
A mensagem foi percebida pelos leitores, como se demonstra aqui em baixo, com algumas das muitas cartas e mensagens que nos chegaram nos últimos dias. Entre palavras de solidariedade e de ânimo, os leitores pedem-nos para continuarmos a respeitar o compromisso que temos com eles. E dão-nos alento para não baixarmos os braços e continuarmos a lutar pela VISÃO e pelo seu papel como órgão de comunicação social de referência e qualidade.
Não podem continuar a existir salários em atraso na redação da VISÃO, reafirmamos. Concordando, sem reservas, com os pressupostos dessa luta, entendemos, porém, que a solução não passa por privar os leitores da VISÃO. É com eles o nosso primeiro compromisso. E é por eles que aqui estamos novamente, com força redobrada e empenho de muitos camaradas de redação, a manter viva a VISÃO. É essa a luta que queremos travar!
Solidários com a VISÃO
Solidariedade
Sou assinante da VISÃO e do JL e compro ao mesmo tempo as duas publicações em papel. E ainda compro a Biografia e a História. Que mais posso fazer para ajudar a salvar essas revistas? Não podemos cruzar os braços. Um agradecimento muito particular aos que na última semana tomaram em mãos fazer a revista, apesar de compreendermos a greve que os outros legitimamente decidiram fazer. Às vezes, é por respeito aos que servimos que valores mais altos se levantam. E isto não tem paga. Assim os que têm responsabilidade de salvar o melhor jornalismo respondam depressa e percebam que sem ele não é possível ter uma informação livre.
Um grande abraço a todos nessa redação
– Heitor Ribeiro
A VISÃO faz falta
Sou leitora da VISÃO desde o seu 1.º número! Venho desejar a todos que nela trabalham muita força para ultrapassarem este período difícil. O vosso trabalho é extremamente importante, porquea VISÃO faz falta!
– Emília Hora
Respeito
Os jornalistas e administrativos da VISÃO merecem o nosso respeito. Não é fácil manter uma publicação escrita em tempos de crescente audiência de novas tecnologias. Muitas edições deixaram os colarinhos brancos em sobressalto. Não é fácil chegar ao fim do mês e o ordenado completo não entrar na conta bancária. Um emprego sem perspetivas de futuro é assustador. No entanto, acho que não é não publicando a revista que os problemas se resolvem. Espero que os ordenados em atraso façam parte do passado. Espero que a VISÃO não abrace a saudade.
– Ademar Costa
Póvoa de Varzim
Abraço de solidariedade
Em relação ao texto A VISÃO merece a confiança, saído na revista anterior, venho por este meio dar o meu grande apoio à luta que os trabalhadores do grupo Trust in News, nomeadamente da VISÃO, estão a encetar para a viabilidade e a continuação da publicação da “nossa” revista.
O possível desaparecimento da VISÃO seria mais uma machadada no setor da comunicação social independente, nomeadamente a escrita.
Sou leitor da VISÃO, praticamente desde o primeiro número. Naturalmente que tenho algumas críticas a fazer, não concordo com tudo o que é escrito ou com algumas partes da revista. Mas, no essencial, a minha opinião é positiva e far-me-ia muita falta se a VISÃO deixasse de aparecer nas bancas.
Tenho muita esperança de que a vossa vontade, a vossa força e a vossa luta deem os frutos que muita gente, que ainda acredita na verdade, anseia e que é a continuação da VISÃO.
Há dois órgãos de comunicação social (VISÃO e Público) que se desaparecessem estávamos “tramados”! Um grande abraço de solidariedade.
– Luís Filipe Mesquita
Covilhã
Força!
É preciso reagir contra tudo o que atrofia e estrangula a liberdade de imprensa e todas as outras. Força!!! Cá estamos à espera para retomar a leitura da melhor revista, da qual sou assinante e defensora indefetível desde a primeira hora!
– Maria João Leite,
Braga