
Myles Aronowitz/Netflix
Ao fim de um mês de a Netflix ter chegado a Portugal, vamos assistir à estreia mundial de uma série com o seu carimbo. Jessica Jones, o segundo fruto de uma aliança com a Marvel, dá-se a conhecer esta sexta, 20. Como é hábito neste distribuidor (e produtor) de conteúdos, os 13 episódios serão disponibilizados de uma só vez. No limite, em 13 horas, esgota-se a história desta heroína atípica que habita no lado mais negro de Nova Iorque.
Jessica Jones vem a seguir a Demolidor. É, como já se disse, a segunda série saída de uma parceria que a Marvel estabeleceu com a Netflix de onde nascerão mais duas grandes produções em 2016: Luke Cage e Iron Fist. Depois destas estreias, ainda se fará outra minissérie, The Defenders, com os quatro super-heróis. “Tive a inteligência de vir bater à porta deste produtor. Obtive carta branca para criar à minha maneira. Aqui posso pensar na história como se fosse um longo filme”, conta o produtor executivo Jeph Loeb, nos escritórios da Netflix em Beverly Hills. Krysten Ritter interpreta a heroína e a identificação com o papel foi imediata: “Li os dois primeiros episódios e, quando saí, Jeph Loeb olhou para mim e perguntou: ‘Então, o que achaste?’ E eu disse: ‘É óbvio que tenho de ficar com o papel’.” Não admira – a personagem é obscura, com um passado complexo, mas tem um sentido de humor desconcertante. Os seus superpoderes – força ilimitada, invulnerabilidade e capacidade de voar – apareceram depois do acidente em que o carro em que seguia com os seus pais embateu numa carrinha com químicos radioativos. Jessica ficou órfã e foi adotada pela família Jones. Nesta série, ela já é uma detetive e deixou para trás a carreia de super-heroína, fugindo de Purple Man que lhe controlava a mente. Histórias de um mundo imaginário que já existia em BD, com muito realismo à mistura, o que faz desta nova série um conteúdo recomendável para adultos que gostem do género.