A 10.ª edição do Jardins Abertos pinta-se das cores de outono. Nos próximos dois fins de semana, dias 22 e 23, 29 e 30, haverá dez novos jardins para conhecer, de forma gratuita, que ora se escondem dentro de conventos e museus, ora em hotéis, palácios e parques. Mas não só. A edição redonda celebra-se ainda com uma dezena de visitas guiadas inéditas com especialistas e, pela primeira vez, o programa inclui dez manifestações artísticas, entre performances, instalações e espetáculos de dança.
“Este é o ano em que clarificamos de forma mais eficaz a nossa identidade. Somos um movimento verde. Queremos cidades mais verdes e cabeças semeadas”, diz Tomás Tojo, diretor do festival. Criado em 2017, o Jardins Abertos realiza-se duas por ano – na primavera, nos últimos dois fins de semana de maio, e no outono, no final de outubro.
A abertura desta edição assinala-se nesta sexta, 21, pelas 18h, no Centro de Interpretação de Monsanto com o espetáculo de dança Naga, de Pedro Ramos, com cinco intérpretes, criada a partir do encontro do corpo com espaços singulares da floresta.
Entre os novos jardins que se abrem a visitas livres, destaca-se o Convento de Santos-o-Novo (atualmente sob gestão da Misericórdia de Lisboa), situado na freguesia de Penha de França. Construído no início do século XVII, durante o reinado de Filipe II, o convento de arquitetura simples e funcional esconde um jardim onde sobressaem as sebes esculpidas, as roseiras e as hidrângeas, bem como a fonte central (22-23, 29-30, sáb-dom 10h-17h). O acesso é feito por ordem de chegada e sem inscrição prévia.

No centro de Lisboa, na Travessa da Glória, junto à Avenida da Liberdade, o pátio do Hotel Hotel é um lugar inesperado e frondoso. Neste pátio, onde são servidas as refeições, crescem diferentes plantas e flores, das alocásias, gerânios e fetos Cyrtomium falcatum, a begónias e brincos-de-princesa.
Já no Espaço da Biodiversidade, uma zona vedada e de acesso restrito no Parque Florestal do Monsanto, a visita requer mais tempo para apreciar diferentes pontos de interesse, entre eles o centro de Reabilitação de Animais Silvestres, que dão a conhecer a fauna e a flora, a geologia e a história do parque.
A Horta do Alto da Eira – Associação Regador; a Quinta de Santa Clara; o Palácio da Mitra; o Palácio do Grilo; o Jardim dos Barbadinhos, no Museu da Água; Pátio do Valverde Hotel e o Raíz Farm, uma start-up de agricultura urbana são outros dos novos locais abertos durante os dois fins de semana.
No Jardim da Gulbenkian, pode ver-se a instalação sonora criada por Cláudia Lucas Chéu. Uma Pessoa está sentada no jardim à espera que a Natureza lhe dirija a palavra é composta por cinco microcontos, narrados pela atriz Rita Loureiro (dias 22-23, 29-30, sáb-dom 10h-17h).
Há ainda dez outros jardins que voltam a receber o festival, desta vez com visitas guiadas inéditas com especialistas: a Estufa Fria (Ivo Meco); o Jardim do Palácio de São Bento (Teresa Andresen); a Tapada das Necessidades (João Albuquerque Carreiras); o Jardim da Gulbenkian e o legado de Gonçalo Robeiro Telles (Aurora Carapinha); o Jardim Botânico da Ajuda (Teresa Chambel); as hortas do Instituto Superior Técnico (Silvia di Salvatore); a horta da Refood no Parque das Nações (Maria Gonçalves e Indira Andrade); o jardim do Museu de Lisboa – Palácio Pimenta; o Parque Botânico Monteiro-Mor (Rui Costa); e o Permalab, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Jardins Abertos > Lisboa > 22-23, 29-30 out, sáb-dom > grátis > programa completo e inscrições aqui

