É o grande lago que serve de depósito à água que alimenta a Fonte Monumental da Alameda, mandada construir nos anos 40 do século XX, com base num projeto do arquiteto Carlos Rebelo de Andrade, para celebrar o abastecimento regular de água à zona oriental de Lisboa.
Um sistema automático liga as quatro bombas duas nos torreões laterais, duas debaixo do lago e a água é sugada e injetada para as duas galerias superiores, transbordando, através das 13 janelas no alto do corpo central, para as grandes taças de queda dupla. Daqui, a água jorra, primeiro, para o lago superior contracurvado e, depois, para o grande lago inferior em forma de elipse. Uma quinta bomba, localizada também por baixo do lago, alimenta a estatutária composta por diversas figuras alegóricas: a figura central de um Tritão montado num cavalo, ladeado por quatro tágides da autoria de Diogo de Macedo e 13 nereides em alto-relevo, de Maximiano Alves. Se o leitor lá estiver à hora marcada, e com atenção, é isto que vai observar.
A abertura ao público do interior da Fonte Monumental da Alameda, todos os sábados, permite ver as tubagens e as bombas originais que dão vida aos jogos de água. Encomendadas à companhia suíça Brown, Boveri e Cia, as bombas foram, entretanto, restauradas, apenas uma teve que ser substituída. Ao lusco fusco, as luzes completam a cenografia, justificando o nome de Fonte Luminosa, como ainda hoje é designada pelos lisboetas (embora a verdadeira fonte luminosa esteja na Praça do Império, em Belém).
A entrada faz-se pelo torreão sul do edifício, sob um dos painéis em baixo-relevo concebidos por Jorge Barradas (uma homenagem ao trabalho) e que decoram as fachadas dos corpos laterais. Um pequeno lance de escadas dá acesso à galeria central, a qual funciona como muro de suporte. Estamos debaixo de terra, onde os bueiros e funis recolhem a água vinda das entranhas, escoando-a, depois, pelas caleiras de drenagem escavadas no solo, até ao esgoto. Neste corredor, que liga os dois torreões, situam-se as chamadas galerias laterais.
A água é aí mais abundante, em especial na galeria onde estão duas das bombas, localizada já debaixo da taça central, e da qual parte a tubagem de ligação à estátua do cavalo. Podem ainda ver-se algumas peças antigas como o quadro elétrico original, transformadores, ferramentas de afinação ou os carris de suporte para reparação.
FONTE MONUMENTAL DA ALAMEDA D. AFONSO HENRIQUES Jogos de Água Seg-dom 12h-15h, 18h-23h (as luzes acendem-se 15 minutos após o crepúsculo solar) Visitas sáb 15h-17h Grátis