Quando pensa no projeto Chapitô, o que lhe vem imediatamente ao pensamento? Uma companhia de teatro, espetáculos teatrais e de artes circenses, uma escola, um restaurante, uma esplanada, um bar, um miradouro. Todas estas opções são válidas, mas falta mencionar os novos “cantinhos” desta casa orientada pela artista Teresa Ricou ou Teté, a mulher-palhaço como ficou mais conhecida, que recebeu recentemente a Medalha Municipal de Mérito Cultural Grau Ouro.
São eles, o Chapitô Rua (galeria e loja) e o Observatório da Terra (horta). Mais do que um espaço comercial, o Chapitô Rua expõe objetos que pertencem à coleção Chapitô, como por exemplo a cadeira transformada em candeeiro e os ferros de engomar convertidos em porta-canetas e fotografias.
Assim como os trabalhos dos artesãos e dos alunos, que aqui se encontram à venda e que utilizam materiais recicláveis. As rolhas de cortiça são transformadas em fios, as teclas dos computadores em molduras, os restos de azulejo em brincos, as argolas de abertura fácil das latas de refrigerantes em carteiras, as telas dos espetáculos em malas e muitos outros materiais como o cobre e o esmalte que resultam em peças de artesanato e bijutaria.
Descendo alguns degraus, o quiosque ganhou uma nova finalidade: agora é uma pequena banca, composta por canteiros cheios de produtos hortícolas, que podem ser adquiridos pelos visitantes: girassóis, aipo, caril, tomate, cebolinho, hortelã, alfaces, são alguns dos produtos frescos que pode comprar. Um espaço que tem como missão desafiar e sensibilizar os jovens para as práticas de desenvolvimento sustentável nas cidades.
CHAPITÔ
R. Costa do Castelo, 7, Lisboa
T. 21 885 5550
Seg-Dom 12h-2h