É oficial, as pessoas sentem-se mais atraídas por não-fumadores que por fumadores. Um estudo realizado na Universidade de Bristol, no Reino Unido, veio provar isso mesmo.
Para alem de perceber se fumar afetava a atratividade, o outro grande objetivo do estudo era o de perceber se era possível identificar um fumador com base nas suas feições.
Para tal, foram apresentadas as caras de 23 pares de gémeos idênticos, masculinos e femininos, a um grupo de mais de 500 participantes. Um dos gémeos era fumador e o outro não.
Existem muitos fatores que podem afetar a aparência de uma pessoa, tais como o sexo, a idade ou o ambiente em que vive. Ao recorrer a gémeos, os cientistas conseguiram o nível de controlo que necessitavam para chegar a resultados fidedignos.
“Como os gémeos idênticos partilham todo o seu material genético, e alguns aspetos do seu ambiente (estilo parental, contexto cultural e educação, por exemplo); as diferenças entre ambos podem ser atribuídas a efeitos ambientais não partilhados, incluindo diferenças em comportamentos do estilo de vida, tal como fumar”, alega o estudo.
Foram também criados dois protótipos de caras de gémeos, a partir da junção dos traços faciais de todos os gémeos fumadores e não-fumadores; um protótipo de gémeos masculino e um feminino.

Isto para evitar as diferenças de expressão, pose e iluminação que podiam comprometer os resultados da investigação.
70% dos participantes masculinos conseguiu identificar corretamente qual o gémeo que fumava e qual o que não fumava.
Em adição, 68% das mulheres identificou corretamente o protótipo masculino fumador e 73% conseguiu identificar o protótipo feminino fumador.
A maioria dos homens e das mulheres também consideraram o gémeo não-fumador mais atraente que o fumador.
Os investigadores concluíram que “fumar pode afetar negativamente a aparência facial, e que a aparência facial pode dar informações sobre a condição de se ser fumador”, e acreditam que os resultados observados poderão influenciar mudanças no comportamento dos fumadores.
“Os resultados, particularmente os relativos aos protótipos que representam as características faciais típicas de fumadores e não-fumadores, têm o potencial de ser utilizados no desenvolvimento e melhoria dos comportamentos dos fumadores, e na sua mudança”, escrevem os investigadores no estudo.
O estudo poderá ter um maior efeito sobre a população jovem, visto que “os jovens são particularmente sensíveis aos efeitos potencialmente negativos que fumar provoca na sua atratividade, à medida que envelhecem”, esclarece o estudo.
Um inquérito Eurobarómetro realizado em 2015 revelou que um em cada quatro portugueses é fumador, e que a maioria dos fumadores (55%) começou a fumar entre os 15 e os 18 anos de idade, relata o Sol.
Se os perigos do tabaco para a saúde não são motivo suficiente para os jovens não começarem a fumar, talvez uma ameaça à beleza seja a solução “menos bonita” a considerar.