“Felizes aqueles que acreditam sem ver”. Agora que aqui estamos, não dá para acreditar. Nenhuma palavra, nenhuma imagem tem o dom de mostrar o que a nossa vista alcança.
Estamos hipnotizados pela imensidão destes horizontes. Tem sido uma perfeita harmonia de paisagens imponentes, que nos mostram a insignificância do ser humano perante a grandeza da natureza.
Volvidos apenas alguns dias nesta Carretera Austral, que atravessa todo o território chileno, depressa concluímos que nela só circulam jipes, pickups, míni-bus e… nós! No entanto, todo o automobilista tem um gesto de saudação para connosco, um aceno de mão, embora a velocidade a que circule lance uma nuvem de poeira sobre nós. “No pasa nada”, a beleza das montanhas e dos lagos em redor não é beliscada pelo pó da estrada.
O substantivo “isolamento” não chega para traduzir as enormes e quase invencíveis distâncias que nos separam de qualquer povoado, ponto de abastecimento ou pessoas.
Para estarmos hoje, dia 20, na Argentina, foi preciso forçar a sorte até ao limite: tínhamos de apanhar o único ferry boat da semana, ao Sábado, de Vila O’ Higgins para Candelario Mansila. Para isso, foram quase 150kms pela noite dentro, para chegarmos ao fim da Carretera Austral, local de embarque do dito Ferry.
Nesta mítica estrada sul-americana, passaram-nos pelos olhos momentos de contemplação e introspeção de episódios marcantes da nossa vida. Deixamos aqui um pedaço de nós, levamos a imensidão das paisagens mais famosas do planeta.
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