Rui Tavares Guedes
Atacar, confundir e perder
Já se percebeu que Trump não tem um plano para o pós-guerra. É bom que a Europa prepare o seu
É proibido esquecer o esquecimento
Num mundo em que os algoritmos cavam e lucram com as divisões, em que se volta a instituir, no plano internacional, a lei do mais forte, e em que crescem os sentimentos de rejeição em relação aos “outros” – sejam eles quais forem –, é mais do que nunca necessário voltarmos a ligar-nos ao território em que habitamos, aos lugares que formaram as nossas memórias
Donald Trump faltou às aulas de História
O problema não é Trump decidir por instinto, com base na ignorância e sem uma avaliação correta dos riscos. O que preocupa mesmo é o muro de silêncio que ele conseguiu erguer à sua volta
33 anos com os olhos abertos
Vamos continuar no mesmo caminho – sempre de olhos abertos, com total transparência e convictos de que, mais tarde ou mais cedo, a VISÃO, que hoje completa 33 anos, vai ser dos jornalistas que a fazem. O tempo não volta para trás
O caminho faz-se de olhos abertos
Vamos continuar no mesmo caminho – sempre de olhos abertos, com total transparência e convictos de que, mais tarde ou mais cedo, a VISÃO vai ser dos jornalistas que a fazem. O tempo não volta para trás
Insensibilidade e falta de senso
Milhões de pessoas ficam mais alarmadas com o aumento de 20 cêntimos no preço do gasóleo do que com a morte de mais de uma centena de crianças no bombardeamento de uma escola
As árvores morrem na lama. E os governos?
Portugal está como essas árvores que, durante anos, pensávamos ser fortes: fragilizado, com todas as suas debilidades à mostra e, nalguns casos, com a confiança no Estado já derrubada
Prevenção contra o extremismo
A esmagadora maioria das populações mais atingidas foi apanhada desprevenida. Pior: foi mantida na ignorância em relação à força e à velocidade da Kristin
A lição francesa do mal menor
A política deve ser construída nos valores e não na tática do curto prazo. Quem não perceber isso acabará, mais tarde, por perder o jogo que não quis disputar, mas para o qual teve a oportunidade de ser convocado e ajudar a ganhar – com goleada
Democracia, desdiabolização e o estado do mundo
A grande incógnita é a de saber como é que André Ventura vai aproveitar o posto de líder da direita, que Luís Montenegro vai deixá-lo usar e exibir, sem discussão, até à noite de 8 de fevereiro
O voto e a calculadora
Em vez do voto por impulso ou por fidelidade, estas eleições obrigam a que os eleitores pensem mais, façam contas sobre o verdadeiro impacto da sua escolha e as consequências que esta pode ter para a segunda volta
Contra a indiferença, o deixa-andar e o calculismo de conveniência
Precisamos de informação que nos ajude a abrir os olhos, e não para ser consumida como se estivéssemos de olhos fechados
Resistir ao pessimismo quando tudo está a mudar
A desconfiança sobre tudo e todos é fomentada para criar ainda mais incerteza e insegurança. Com um objetivo claro: fazer-nos ter medo do futuro
O ano das controvérsias anunciadas
Em 2025, mesmo que inconscientemente, subimos mais um degrau na escalada da irracionalidade coletiva, em que se vulgarizam as tragédias, o horror passou a ser tolerado e a utilização da mentira é compreendida como uma arma normal
O fim da ilusão americana
Nesta segunda passagem pela Casa Branca, Donald Trump aproveitou todos os momentos para exibir a sua antipatia em relação à Europa. E fê-lo, quase sempre, perante a tolerância e a complacência dos líderes europeus
Xi, Trump e Putin no casino da guerra
Oito décadas depois do fim da II Guerra Mundial, voltamos a viver num mundo em que todos os países parecem estar a preparar-se para enviar os seus jovens para a frente de combate
Confiança na resistência. Editorial de Rui Tavares Guedes
Ao fim de um ano de múltiplos desafios e de inúmeras incertezas, continuamos aqui. A resistir e animados por aquilo que é mais importante: a confiança manifestada, de forma permanente e crescente, pelos nossos leitores
Luz, sombra e poder
Mal ou bem, vai-se formando a ideia de que as investigações do Ministério Público obedecem a uma agenda própria, que os seus responsáveis gostam de manter oculta e sobre a qual já nem se dignam a dar qualquer explicação
Atenção ao jogo… da atenção
Os debates são nas televisões, em formato horizontal, mas a mais longa campanha de presidenciais vai decidir-se nas redes sociais, em modo vertical, com todos em busca do vídeo de 30 segundos que se torne mais viral
Teremos sempre Paris?
Nestes tempos de polarização e de conflitos permanentes, a maior virtude do Acordo de Paris passou a ser também a sua maior fraqueza: era consensual
Tornar os países pequenos outra vez
As campanhas contra a imigração, que povoam todos os discursos populistas de hoje, não são baseadas no conhecimento nem na razão. Servem unicamente como peças de propaganda, destinadas a criar divisões irreconciliáveis na sociedade