Em miúdo, adorava o «Mancha Negra» das bandas desenhadas. Agora há outro. Vive na Casa Branca, anunciou um grande acordo entre a Rússia e a Ucrânia — apenas sobre o cessar-fogo no Mar Negro (mesmo a propósito) — e o Kremlin já veio dizer que as sanções têm de ser levantadas em primeiro lugar.
Que belo acordo. Que extraordinário avanço. Que merecido Nobel para Trump e os seus enviados. Putin nunca perde de vista o «Mancha Negra», que, não sendo intermediário de coisa nenhuma, é apenas aquele que fala em nome do patrão. Um dia, vai perceber-se esta relação psiquiátrica entre os dois.
Tudo isto ocorria no momento em que o Congresso apertava os chefes máximos da segurança nacional americana, incluindo o FBI e a CIA, sobre a inclusão de um jornalista na troca de mensagens e planos do grupo estritamente secreto que planeava o ataque aos Houthi. Que grande tranquilidade tudo isto dá aos aliados e à Europa. Que abonatório que é para a cadeia hierárquica da segurança americana. Mais valia incluir Putin na Lista dos Segredos dos Estados Unidos.