Todos sabemos que os dados são o novo ouro ou o novo petróleo. É uma frase feita, mas não deixa de ser verdade. O problema está na forma como são trabalhados, pois a verdadeira e correta gestão de dados foi sempre uma tarefa complexa. A boa notícia é que hoje é possível fazê-lo de forma extremamente simples com a adoção de novas ferramentas e tecnologias.
A gestão de bases de dados a nível empresarial é uma das tarefas mais complicadas e, muitas vezes, trata-se de um trabalho longo e com muitos processos mecânicos infindáveis tais como a identificação e correção de incompatibilidades ou erros. A maioria das grandes empresas têm centenas de bases de dados e muitas cópias de cada uma, guardando uma média de seis cópias dos mesmos dados, de acordo com o relatório da ESG. Se adicionarmos à equação a manutenção, as atualizações, os ajustes, a proteção, a monitorização, a clonagem, o restauro, ou seja, a aplicação de processos consistentes e outras operações para todas estas cópias e em várias configurações de hardware e aplicações, estamos perante uma missão quase impossível.
A ascensão dos ambientes de bases de dados corporativas também levou à criação de funções especializadas de Administrador de Base de Dados (DBAs) que hoje são muito procurados por se tratar de uma necessidade critica na gestão das suas infraestruturas de TI.
Ainda assim, o DBA dos dias de hoje tem uma vantagem: uma nova era de ferramentas para bases de dados que simplificam a sua gestão. Isso inclui até a capacidade de voltar no tempo. O romance de ficção científica de H.G. Wells, The Time Machine, foi publicado há 125 anos em 1895, onde é descrita a capacidade de um homem poder viajar para o futuro (spoiler alert – coisas más acontecem). Hoje, porém, os CIOs podem fazer o oposto, obtendo retratos regulares dos seus dados e, com uma simples viagem ao passado, em apenas alguns minutos, é possível reverter uma base de dados para qualquer ponto no tempo, por exemplo, se a empresa quiser analisar uma versão anterior de um conjunto de dados. Trata-se de uma funcionalidade muito útil também para corrigir dados danificados, com erros ou com falhas de atualização.
As atuais ferramentas de gestão de base de dados também fornecem outros recursos úteis. Um grande desafio para CIOs e CTOs hoje é a gestão de fornecedores, e este é um caso muito concreto no mercado das bases de dados, uma vez que, historicamente, tem sido muito difícil para as empresas maduras trocar de fornecedores, tal é a “rigidez” do setor. É muito frequente sabermos de casos em que responsáveis de TI sentem a pressão e a impotência ao estarem presos a grandes empresas levando que a base de dados seja tradicionalmente um ativo muito caro. Mas as novas ferramentas são altamente automatizadas e permitem que as operações de bases de dados, como armazenamento, clonagem e atualização, sejam realizadas sempre da mesma forma e com apenas um clique, independentemente do fornecedor de bases de dados.
Este tipo de ferramentas diminui a dependência da base de dados central e isso significa que as empresas não precisam de investir tanto em armazenamento ou em tantos DBAs e administradores de armazenamento, uma vez que a complexidade desaparece pela automação. As ferramentas mais modernas também oferecem suporte a várias bases de dados para que os líderes de TI possam trocar algumas cargas de trabalho de marcas com preços premium para opções de RDBMS de código-fonte aberto e de baixo custo, como Postgres e MySQL. Esta oportunidade está a levar cada vez mais empresas a distanciarem-se dos principais fornecedores de bases de dados, levando a poupanças significativas com o licenciamento do software e da capacidade de armazenamento, garantindo um maior controlo sobre toda a informação.
Nesta nova era das Bases de Dados como Serviço, existe uma enorme oportunidade para simplificar as operações, aumentar a rapidez, reduzir custos e eliminar as dependências dos principais fornecedores de bases de dados.
Modernizar a abordagem de gestão de base de dados permite aos DBAs dedicarem-se a análises e entregarem valor e inovação, eliminando o foco em tarefas que podem ser facilmente automatizadas.