Basta fazer uma breve pesquisa por placas gráficas nos sites das lojas nacionais de componentes para constatar que há muito poucos (ou nenhuns) modelos de topo disponíveis. O problema, aliás, é global e a responsabilidade prende-se com o crescimento exponencial da mineração de criptomoedas. Este fenómeno começou por afetar inicialmente os jogadores, que sentiram dificuldades em adquirir os modelos de GPUs mais recentes, o que até levou a Nvidia a pedir aos retalhistas que dessem prioridades aos gamers.
Agora são os investigadores científicos que se queixam do mesmo problema. A BBC revela que alguns projetos estão mesmo a ser prejudicados pelo falta de hardware. Um exemplo é o dos astrónomos do SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), que não conseguem ter acesso às GPUs mais recentes para processar dados de uma variedade de frequências de rádio diferentes.
E os problemas de acesso são de duas ordens: a mais óbvia é a falta de stock disponível nos próprios fornecedores; a outra é o aumento de preços que se verifica nos poucos modelos que estão à venda, algo que afeta particularmente a área da investigação científica, onde os orçamentos têm tendência a serem pouco flexíveis.