«É tempo de parar de ignorar estes assuntos nas tecnológicas», escreve Kelly Ellis, uma engenheira de software e que está a apresentar uma queixa contra a Google num tribunal em São Francisco. Três ex-funcionárias acusam a gigante de saber que estava a pagar menos às mulheres do que aos homens, apesar do tipo de trabalho ser o mesmo. A Google é ainda acusada de não ter feito nada para resolver o assunto.
A ação judicial visa a compensação para todas as mulheres que trabalham na empresa há quatro anos. A queixa detalha mesmo que há discriminação contra mulheres, salários mais baixos, oportunidades de promoções mais limitadas e menos possibilidades de evolução face aos homens com qualificações equiparáveis, noticia a BBC.
A Google, por sua vez, defende-se dizendo que «os níveis salariais e as promoçõe ssõa determinados através de comités rigorosos de contratação e promoção e têm de passar por múltiplos níveis de revisão, incluindo verificações para nos assegurarmos que não há discriminação de género nestas decisões».
Uma análise interna da empresa mostra que 70% da sua força de trabalho é constituída por homens. O The New York Times publicou na semana passada uma folha de cálculo onde foram encontradas disparidades nos salários dos 1200 funcionários ali mencionados.