
O consórcio Kunqi, que contava com algumas das maiores empresas tecnológicas chinesas, não recebeu atempadamente a luz verde das autoridades chinesas e norte-americanas para a compra da Opera por 1,24 mil milhões de dólares (1,12 mil milhões de euros).
O facto de as autoridades não se terem pronunciado antes data limite para o negócio (15 de julho) precipitou o desmantelamento do consórcio chinês. Em contrapartida, o grupo de empresas chinesas aceitou comprar por 600 milhões de dólares (cerca de 542 milhões de euros) as tecnologias de browser, ferramentas de desempenho e privacidade, e ainda a participação relativa à joint venture nHorizon, que opera no mercado chinês. De fora da aquisição ficam as unidades de exploração de publicidade e serviços para TV e jogos.
Sverre Munck, o presidente da Opera, fez questão de frisar que a venda do browser não foi chumbada pelas autoridades – apenas não ultrapassou o prazo que ambas as partes definiram como máximo para a transação ser levada a cabo. «A incerteza que iria causar, e o tempo que iria demorar (a ter um veredicto) seriam negativos tanto para o consórcio como para nós. Foi por que decidimos seguir com este negócio alternativo», explicou o líder da Opera, citado pela Reuters.
Mesmo seguindo um “plano b”, os empresários chineses não se livram de um período de espera – é que apesar de apenas envolver parte da empresa que gere a Opera, o negócio também terá de receber a aprovação das autoridades para poder seguir em frente.