
Cristiano Araújo, jovem cantor brasileiro, morreu num acidente de viação no final de junho. Um dia depois, acautelando a curiosidade mórbida das multidões, a justiça brasileira viria a notificar as maiores marcas que operam na Internet com o objetivo de impedir a publicação de imagens do cadáver do artista brasileiro. Ontem, o caso teve novo episódio. De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, o Tribunal de Justiça de Goiás notificou Google e Facebook, com o propósito de procederem à remoção de imagens do corpo de Cristiano Araújo que haviam sido captadas por funcionários da agência funerária momentos antes de se realizar o velório do músico brasileiro.
Além da ordem de remoção, o tribunal multou a Google e a Facebook em 50 mil reais (cerca de 14 mil euros) por não terem removido, aquando da primeira decisão judicial, as imagens dos respetivos sistemas de pesquisa.
A Google fez saber que ainda não desistiu do caso e reiterou que apenas poderia proceder à remoção das imagens depois de a justiça brasileira indicar quais os endereços que deveriam ser bloqueados. Três funcionários da agência funerária foram implicados na recolha e fuga de imagens para a Internet – e estão agora a ser alvo de investigação.