Investigadores já conseguem “cracar” o WPA num minuto
De um lado está uma organização australiana; do outro 100 empresas que fabricam e distribuem produtos compatíveis com standards de redes sem fios 802.11a e 802.11g. Estes standards Wi-fi, que foram estabelecidos pelo Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), expandiram-se no mercado mundial tirando dos baixos custos de licenciamento. Ontem, este cenário sofreu um primeiro revés: o Tribunal de Tyler, Texas, EUA, sentenciou a Buffalo Technologies ao pagamento de 1,5 milhões a dois milhões de dólares (entre 1,2 milhões e 1,6 milhões de euros) ao Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), agência de investigação australiana. Em causa, está o desrespeito de uma patente que a organização australiana registou em 1996 sobre os standards 802.11a e 802.11g.
Investigadores já conseguem “cracar” o WPA num minuto
As reais proporções do caso ainda estão por apurar. Especialistas contactados pela Cnet referem mesmo que a deliberação do tribunal norte-americano não se limita ao pagamento de uma indemnização por parte da Buffalo (que ainda pode recorrer da decisão) e que um dos “motores” do sucesso dos standards Wi-Fi é precisamente o baixo custo de licenciamento. A decisão do tribunal de Tyler abre um precedente jurídico que, além das possíveis indemnizações relativas ao uso dos dois standards nos últimos anos, pode repercutir-se num aumento de custos para as fabricantes de equipamentos com retransmissores Wi-Fi e, no limite, nos preços de venda praticados junto dos consumidores. De acordo com diversos estudos de mercado, mais de 100 companhias recorreram aos standards 802.11a e 802.11g sem a devida autorização do CSIRO. Em 2005, foram vendidos entre 140 milhões e 155 milhões de dispositivos compatíveis com estes standards. Em 2006, estima-se que este segmento movimente 1,6 mil milhões de dólares no mundo (cerca 1,25 mil milhões de euros). Em 2009, este valor deverá crescer para 3,7 mil milhões de dólares (cerca de 2,9 mil milhões de euros).