O governo de Taiwan divulgou uma nota a pedir para que a administração pública deixe de usar o Zoom como ferramenta de videoconferência. As autoridades não dão uma justificação explícita para esta medida e referem apenas que “não devem ser usados produtos com problemas de segurança, como o Zoom”.
A proibição será igualmente estendida às escolas de Taiwan, revela a Reuters.
Apesar de criado em 2011, o Zoom registou um crescimento exponencial no número de utilizadores devido ao isolamento social provocado pelo Covid-19, tendo chegado aos 200 milhões de utilizadores diários em março. Contudo, isso também a tornou um alvo apetecível para os cibercriminosos.
A SpaceX já proibiu os seus funcionários de usarem o Zoom e as escolas de Nova Iorque também seguiram este exemplo.
Entre as principais vulnerabilidades da plataforma encontram-se o zoombombing – em que um troll consegue aceder a uma videoconferência e começa a partilhar conteúdo impróprio (por norma, imagens referentes ao imaginário nazi ou pornográfico) – e falta de encriptação ponta-a-ponta, que a empresa dizia ter e que o The Intercept descobriu que afinal não possuía.
Investigadores da Citizen Lab também descobriram que algumas chamadas eram reencaminhadas para a China, o que pode ajudar a explicar a atitude agora tomada por Taiwan.
Entretanto, refira-se que Eric Yuan, CEO da Zoom, veio pedir desculpas públicas na semana passada, afirmando que o foco da empresa estará na correção das vulnerabilidades de segurança.