Eric S. Yuan é o CEO da Zoom, a plataforma de videoconferência que tem registado um aumento de popularidade e número de utilizadores neste novo contexto mundial. O executivo deu uma entrevista à CNN onde reiterou que a empresa tem boas intenções, admitiu que o crescimento demasiado rápido levou a que tenham sido dados alguns passos em falso e revelou os planos para aumentar a segurança e privacidade de todos os que usam as suas salas virtuais para comunicar.
No dia 2 de abril, a Zoom tinha anunciado que iria suspender os lançamentos de novas funcionalidades durante 90 dias, enquanto se foca em reduzir as falhas de segurança e as vulnerabilidades que colocam em causa a privacidade dos utilizadores.
Em dezembro, a plataforma registava 10 milhões de participantes diários, número que em março aumentou para os 200 milhões. Este aumento levou a que a Zoom se tornasse um alvo predileto para os cibercriminosos e as vulnerabilidades levaram a que empresas chegassem a proibir o seu uso.
As salas de espera vão começar a aparecer configuradas por defeito, para evitar que as reuniões e conferência recebam visitantes indesejados. O Zoombombing já é uma tendência, com pessoas a tentar adivinhar os nomes das salas de conferência e a entrar, mesmo que não tenham sido convidadas. Por outro lado, a entrada em reuniões só se vai poder fazer com password, já a partir de 5 de abril.
Algumas escolas dos EUA começaram a bloquear a plataforma, mas Yuan diz que ainda estão em processo de conseguir uma boa colaboração, acrescentando que “queremos que a Zoom seja uma empresa que privilegia a privacidade e a segurança”.