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Em entrevista ao El Pais, Kaspersky considera Assange e Snowden como criminosos e distingue a espionagem entre governos da espionagem aos cidadãos. Segundo este especialista, os governos espiam os cidadãos apenas para localizar suspeitos e tem de ser calculado quantos crimes puderam ser parados devido a esta monitorização.
Em fevereiro, a empresa detetou um malware sofisticado, escrito em castelhano de Espanha e que afetou, em 2007, mais de 1000 endereços IP em 31 países. «Não foi um ataque criminal. Foi enorme, massivo e muito profissional (…) Parece que o governo espanhol é muito bom em espionagem, mas não temos qualquer prova», afirmou Kaspersky.
As estatísticas da Kaspersky mostram que 62% dos utilizadores de banca online sofreram pelo menos uma tentativa de ataque informático desde 2013. Um em cada três incidentes nas redes industriais foi causado por malware, com prejuízos a rondarem os 100 mil milhões de dólares.
Kaspersky fala ainda da lei especial na Suécia, aprovada em 2009, que confere aos serviços secretos o direito de monitorizar o tráfego na Net.
Eugene Kaspersky explica que EUA, nações europeias, Índia, China, as duas Coreias, Japão e Rússia já devem ter ciberdivisões militares a desenvolver armas informáticas com o objetivo de destruir adversários. Os idiomas mais falados no malware detetado são o chinês, o espanhol e o português.