
A massa que constitui a partícula semelhante ao bosão de Higgs é um ingrediente fundamental para o cálculo que prenuncia o fim do espaço e do tempo. Para estes cálculos, foi fulcral a descoberta de que esta partícula tem uma massa de 126 GeV (gigaelectronvolts). A massa encontrada pelo Large Hadron Collider (LHC) ajudou a perceber como é que todo o Cosmos tem massa.
Aquando da deteção da partícula em Genebra, a comunidade científica começou a teorizar sobre a sua implicação na Física. «Acontece que há um cálculo que se pode fazer na física de partículas, uma vez conhecida a massa do bosão de Higgs», explicou Joseph Lykken, citado pela BBC. «Se usarmos toda a Física que conhecemos atualmente e fizermos estes cálculos – as notícias são más», concluiu o investigador durante a reunião anual da American Association for the Advancement of Science.
O fenómeno que vai ditar o fim do Universo é conhecido por instabilidade em vácuo e descreve uma bolha de vácuo que se expande à velocidade da luz, absorvendo tudo à sua volta. No entanto, esta instabilidade pode demorar milhares de milhões de anos a ocorrer. Nessa altura, o Sol e a Terra também já não devem existir.
Estes cálculos devem ter novos avanços em 2015, altura em que o LHC vai provavelmente retomar a sua atividade.