A Parker Solar Probe deve chegar à coroa solar, a camada exterior da atmosfera do Sol, localizado a cerca de seis milhões de quilómetros da superfície do astro. Mesmo assim, será o mais próximo que alguma vez estivemos do Sol.
A sonda da NASA tem o tamanho aproximado de um carro e vai “mergulhar” na coroa solar para realizar experiências e obter informações sobre, por exemplo, comom é que os campos magnéticos e elétricos têm impacto nos ventos solares, o que faz com que partículas acelerem para o espaço e porque é que a coroa solar é mais quente que a superfície do Sol, explica a Popular Science.
Os investigadores pretendem perceber como é que alguns eventos que ocorrem ao nível da coroa solar afetam os materiais que são propulsionados para o espaço, como é o caso das ondas de choque poderosas advindas de erupções de material solar e que aceleram as partículas que depois viajam pelo espaço. Os instrumentos de medição da sonda vão medir as ondas de choque e analisar as suas propriedades.
O processo de preparação dos materiais e tecnologias para que a sonda pudesse suportar as elevadas temperaturas a que será exposta demorou cerca de seis décadas. As raízes desta missão datam de 1958, quando o astrofísico Eugene Parker publicou um estudo onde teorizou sobre a existência de ventos solares.
Os cientistas especializados no Sol estão entusiasmados com a quantidade de dados que poderá ser recolhida e enviada pela Parker Solar Probe. Esta informação pode ajudar a perceber como a atividade solar intensa cria radiações perigosas que podem afetar, por exemplo, astronautas e equipamentos em diferentes missões espaciais.
A sonda só deve entrar na coroa solar em 2024, na sua 22ª órbita, mas vai começar a enviar dados já em novembro. O lançamento está marcado para 6 de agosto.