Fernando Camelo de Almeida

Gestor e Docente convidado no Ensino Superior
Quem teve em 2018 os seus 15 minutos de fama... e infâmia
Olhar crítico

Que país é este?

Não se trata de escolher entre Cristiano Ronaldo e os problemas dos portugueses. Essa é uma falsa questão. Podemos celebrar os nossos campeões e, simultaneamente, exigir respostas para os problemas estruturais do País

Olhar crítico

A vida está mais cara. E agora?

Perante esta realidade, falar apenas de aumentos salariais é insuficiente. Um salário pode crescer 2%, 3% ou 4% e, ainda assim, uma família fica pior se as despesas fundamentais crescerem significativamente mais

Opinião

Jorge Palma e a banda sonora das nossas vidas

Enquanto alguém colocar “Frágil” a tocar, enquanto alguém cantar “Encosta-te a Mim”, enquanto alguém descobrir pela primeira vez uma das suas canções e nela encontrar palavras para aquilo que sente, Jorge Palma continuará, de alguma forma, entre nós

As cidades na guerra pelo talento
Opinião

Gestão emocional, o fator humano que as empresas não podem ignorar

Não significa transformar as empresas em espaços onde tudo é permitido ou onde as emoções justificam tudo. Gestão emocional não é ausência de exigência. É saber exercer a exigência com equilíbrio, respeito e inteligência

Olhar crítico

Igreja de Válega, uma obra de arte que merece ser descoberta

Num país onde procuramos frequentemente destinos turísticos longe de casa, talvez seja tempo de olhar com mais atenção para aquilo que temos tão perto

Olhar crítico

O direito de estudar não pode depender da carteira

Quando o preço de um quarto atinge valores que absorvem uma parte incomportável do orçamento familiar, a escolha deixa de ser entre uma universidade e outra, ou entre um curso e outro. Passa a ser, simplesmente, entre estudar ou não estudar

Olhar crítico

O drama do acesso tardio aos cuidados paliativos

Investir em cuidados paliativos não é investir na morte. É investir na qualidade de vida até ao último instante. É afirmar que aliviar o sofrimento tem tanto valor como prolongar a existência quando isso é clinicamente possível. É reconhecer que a dignidade humana não termina quando termina a possibilidade de cura

Olhar crítico

O Nobel disse o que ninguém quer ouvir

O Nobel não ofendeu Portugal, prestou-lhe um serviço público. Colocou-nos um espelho à frente. A questão é saber se teremos coragem para olhar para ele ou se, como tantas vezes acontece, preferiremos partir o espelho para não vermos refletidas as nossas próprias falhas

Opinião

A responsabilidade política começa onde os esclarecimentos terminam

A confiança é o principal ativo de um governante e, quando essa confiança fica seriamente abalada, governar torna-se praticamente impossível

Opinião

O silêncio de uma voz maior

Luís Represas deixa um reportório que faz parte da banda sonora da democracia portuguesa

Olhar crítico

O Governo que chumbou no exame da governação

Um ministro forte transmite confiança mesmo quando enfrenta dificuldades. Um ministro fragilizado limita-se a gerir danos. E foi essa imagem que ficou, a de um governante incapaz de dominar o dossiê mais sensível do seu ministério, deixando escolas, professores, alunos e famílias entregues à incerteza

Opinião

Os idosos não podem continuar a ser invisíveis

Portugal deve muito à geração que hoje envelhece. Foi essa geração que trabalhou, construiu escolas, hospitais, empresas, estradas e instituições, que educou filhos e netos, que ajudou a consolidar a democracia e o Estado Social. Não merece terminar a sua vida entre a pobreza, a solidão ou o esquecimento

9 razões de saúde para não andar sempre zangado (e um truque para contrabalançar)
Olhar crítico

Opinião | A epidemia silenciosa da intolerância

Talvez a principal lição da pandemia tenha sido rapidamente esquecida. Durante aqueles meses difíceis, percebemos que a vulnerabilidade é uma condição partilhada por todos, precisávamos uns dos outros e reconhecíamos essa necessidade sem constrangimentos. Hoje, quando o mundo parece ter regressado à normalidade, seria importante recuperar parte dessa consciência coletiva

Olhar crítico

Portugal perante o desafio da sobrevivência demográfica

A imigração, por si só, não resolve todos os problemas demográficos. É essencial promover políticas eficazes de integração e, simultaneamente, criar condições para que os cidadãos portugueses possam concretizar os seus projetos familiares

Olhar crítico

Quando a escola perde autoridade

A escola pública não pode transformar-se num espaço onde o professor tem receio de repreender, avaliar com rigor ou impor disciplina. Um docente não é um animador social

Olhar crítico

O grito de um país cansado

Os portugueses têm razões legítimas para o descontentamento, mas não devemos ignorar que o risco começa quando esse descontentamento se transforma em apatia coletiva ou em descrença absoluta nas instituições democráticas

Olhar crítico

Opinião | Um SNS em ruína e um governo sem respostas

Durante décadas, o acesso universal à saúde foi apresentado como uma das maiores conquistas da democracia portuguesa. Hoje, esse princípio está a ser lentamente corroído, pois quando mais de um milhão de pessoas não têm médico de família, deixa de existir igualdade efetiva no acesso aos cuidados de saúde

Olhar crítico

Entre o volante elétrico e a bomba de combustível, o novo mapa da mobilidade em Portugal

Portugal encontra-se, assim, num ponto de inflexão. Entre o volante elétrico e a bomba de combustível, desenha-se um novo mapa da mobilidade. A forma como o percorremos dirá muito sobre o País que queremos ser, mais verde, sim, mas também mais justo e coeso

Opinião

Papa Leão e a coragem de confrontar o poder sem perder a serenidade

Ao manter uma linha argumentativa consistente e desprovida de oportunismo, o Papa Leão XIV demonstrou que é possível discordar profundamente sem contribuir para a degradação do discurso público

Opinião

Prescrição, o tempo que absolve o poder

A prescrição não equivale a absolvição. Trata-se de um mecanismo legal que determina que, passado um certo período de tempo, o Estado perde o direito de punir e quando aplicada a processos de grande complexidade e relevância pública, como este, levanta inevitavelmente questões sobre a eficácia do sistema judicial

Opinião

Abril não se celebra, defende-se!

A democracia portuguesa não se construiu num único momento, nem foi o resultado de um processo linear. Foi, antes, fruto de tensões, debates e escolhas difíceis que moldaram o regime que hoje conhecemos. Ignorar essa complexidade é empobrecer a memória coletiva e fragilizar a compreensão do caminho percorrido