“Trinta e oito doentes ainda se encontram em cuidados intensivos, 23 dos quais com suporte ventilatório”, indica um comunicado distribuído aos jornalistas no final do último encontro da equipa composta por elementos de vários organismos da saúde e do ambiente.
O comunicado da Direção-Geral da Saúde, Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, Inspeção Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, adianta ainda que outros 183 doentes já tiveram alta.
Surto extinto e com origem provável na Adubos de Portugal
O ministro da Saúde declarou hoje extinto o surto de ‘legionella’, que começou no passado dia 07 e provocou 336 doentes e dez mortos, apesar de ainda poderem ocorrer mais óbitos.
No final da última reunião da ‘taskforce’ constituída para acompanhar o surto de ‘legionella’ em Vila Franca de Xira, o ministro Paulo Macedo sublinhou a resposta dos hospitais que “trataram mais de 300 pneumonias”, sem que tal afetasse a produção normal destas unidades de saúde.
Segundo Paulo Macedo, os resultados laboratoriais agora divulgados reforçam a informação obtida anteriormente que apontam para uma relação entre as bactérias encontradas numa torre de refrigeração da empresa Adubos de Portugal e as recolhidas para análise de doentes.
O diretor geral da saúde confirmou hoje que as bactérias encontradas em doentes com legionella são semelhantes às detetadas numa torre de refrigeração da empresa Adubos de Portugal.
A revelação foi feita durante um encontro da task force para lidar com a infeção por legionella que começou no dia 07 deste mês, em Vila Franca de Xira.
O presidente do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), também presente no encontro com os jornalistas, reiterou que “existe semelhança entre a legionella encontrada numa das torres de refrigeração da empresa Adubos de Portugal” e a detetada nos doentes.
Solvay fez testes independentes
A Solvay, uma das três empresas de Vila Franca de Xira cujas análises acusaram vestígios de ´legionella´, anunciou hoje que a bactéria não foi identificada nos testes realizados por “laboratório independente”.
Em comunicado, a Solvay refere que “os resultados finais das análises” a que procedeu “em laboratório microbiológico acreditado, independente e sem conhecimento do nome da entidade à qual as águas pertenciam, acabam de revelar a ausência absoluta de ´legionela´ de qualquer estirpe em todas as amostras colhidas” na empresa.
A empresa — cuja bandeira à entrada da fábrica se encontra a meia haste, ao lado da bandeira nacional –, indicou que voltou “a funcionar em plena normalidade” e garante que “cumpriu rápida e escrupulosamente todas as medidas cautelares indicadas pelas autoridades”.