23h25 Num discurso de cinco minutos, Passos Coelho (sozinho) assume a “derrota eleitoral nacional” e um dos piores resultados de sempre do PSD. Cumprimenta o PS e reforça que vai prosseguir o caminho que tem vindo a traçar na governação. A noite termina, em silêncio, na sede da Lapa.
23h10 “O resultado do PSD Madeira é muitíssimo superior ao do PSD nacional”, diz Alberto João Jardim. O líder regional admite, porém, que os resultados refletem a confusão entre partido e Governo e sugerem uma penalização.
23h10 Apesar de ainda não haver resultados finais, Pedro Passos Coelho já prepara o seu discurso de encerramento da noite eleitoral. Nenhum dos quatro ex-líderes que ajudaram à campanha – Santana Lopes, Ferreira Leite, Marcelo e Marques Mendes – estarão na sede para o ouvir pessoalmente.
22h50 Miguel Macedo é o primeiro social-democrata a aventurar-se numa incursão pela área onde os jornalistas circulam. Cumprimenta uns e outros e conversa um pouco enquanto Paulo Portas discursa para as televisões.22h15 Enquanto o socialista Miguel Laranjeiro diz, em direto, que “o PS é o grande vencedor e o PSD o grande derrotado”, na sede laranja ouve-se a notícia: “Cafôfo ganha Câmara do Funchal” (coligação de vários partidos, liderada pelo PS).
21h55 Também na Madeira, o PSD pode ter uma derrota histórica. As câmaras de Machico, Porto Santo e Santana estão quase certas nas mãos do PS e do CDS e Porto Moniz, Santa Cruz, S. Vicente e Funchal estão periclitantes.
21h25 Quem melhor descreve o ambiente na sede laranja, com ironia, é José Sócrates, na RTP: “Já vi funerais mais animados”. E acrescenta: “Há muito tempo que acho que o PSD tem de fazer contas à vida”.
21h05 – Enquanto Carlos Abreu Amorim reconhece a sua derrota pessoal e a incapacidade de passar a mensagem, Nuno Morais Sarmento diz, na televisão: “Em Sintra, com os seus votos e os do PSD, Marco Almeida teria tido uma vitória histórica. Houve erros de avaliação.”
20h50 – Minutos antes de Luís Filipe Menezes ir às televisões dar-se como derrotado, o assessor de imprensa do PSD atualiza os jornalistas sobre quem está na sede do partido: Jorge Moreira da Silva, Maria Luís Albuquerque, Miguel Macedo, Braga de Macedo, José Matos Rosa, Marco António Costa, Pedro Passos Coelho, Miguel Frasquilho, António Rodrigues e quase toda a comissão parlamente do líder. Não há militantes.
20h45 – Com Conselho Nacional marcado para a próxima terça-feira, dia 1 de outubro, o PSD começa a perceber a dimensão da derrota e como isso tornará a reunião magna num encontro de “alto risco”.
20h33 – Depois de vários agradecimentos, o porta-voz do PSD, diz que “ainda é cedo para fazer leituras finais” sobre os resultados. Nesta altura, já se sabe que, também em Oeiras, onde o partido apostou forte com Moita Flores, o vencedor deverá ser o independente Paulo Vistas, sucessor de Isaltino Morais.
20h15 Luís Filipe Meneses perde no Porto para um independente, o independente Marco Almeida ganha em Sintra e Fernando Seara dá vitória histórica a António Costa em Lisboa. Os números não são nada animadores para os sociais-democratas, mas só ainda Mauro Xavier, o líder da Concelhia do PSD de Lisboa, reagiu e assumiu a derrota.
20h07 – No PSD, não dá para perceber o efeito das palavras de Duarte Cordeiro, do PS, o primeiro a falar, nesta noite eleitoral. Os indicadores que têm surgido dão vitória expressiva a António Costa, em Lisboa.
20h00 O pequeno restaurante na sede da São Caetano à Lapa serve algumas refeições a jornalistas, seguranças e funcionários do PSD. A televisão, sintonizada no primeiro canal, começa a dar as primeiras projeções, nas maiores cidades: Lisboa, Porto e Sintra.
19h38 – Jorge Moreira da Silva, José Matos Rosa e Marco António Costa foram os primeiros a chegar à sede do PSD, onde ainda ninguém prestou declarações sobre as sondagens e previsões.
Pedro Passos Coelho chegou por voltas das 19h30. Nas salas contíguas ao quartel general do partido, os jornalistas aguardam as primeiras palavras do primeiro vice-presidente do PSD, isolados dos contactos com as personalidades do partido.