“Pela minha parte pode contar o governo com uma magistratura ativa e firmemente empenhada na salvaguarda dos interesses nacionais”, afirmou Cavaco Silva, no seu discurso de tomada posse na Assembleia da República.Aníbal Cavaco Silva prestou juramento como Presidente da República, na cerimónia na Assembleia da República que marca o início do seu segundo mandato em Belém. O chefe de Estado voltou a defender “um diagnóstico correto e um discurso de verdade” sobre a situação do país, sublinhando que Portugal vive “uma situação de emergência económica”, financeira e social.
“Como em tudo na vida, para delinearmos o melhor caminho para atingirmos o futuro que ambicionamos, temos de saber de onde partimos”, afirmou.
Insistindo na necessidade de que “só com um diagnóstico correto e um discurso de verdade sobre a natureza e a dimensão dos problemas económicos e sociais que Portugal enfrenta permitirão uma resposta adequada”, Cavaco Silva foi mais longe classificando a informação objetiva sobre a situação do país como “um bem público” que beneficia a sociedade e estimula comportamentos favoráveis à resolução dos problemas.
Um “sobressalto cívico”
No discurso de tomada de posse, o Presidente da República defendeu ainda a necessidade de “um sobressalto cívico” e de recentrar a agenda de prioridades, lamentando que “muitos dos agentes políticos” só conheçam um “país virtual e mediático”.Considerando ser hora dos portugueses “despertarem da letargia” em que têm vivido, o chefe de Estado sublinhou a importância de todos assumirem as suas responsabilidades, ao mesmo tempo que se recentra a agenda das prioridades, colocando de novo a pessoas no centro das preocupações coletivas.