Responsáveis pela segurança nacional, incluindo o secretário da Defesa da Trump, enviaram por mensagem os planos de guerra para os próximos ataques militares no Iémen, numa conversa de grupo numa aplicação de mensagens segura. Só que o grupo incluía o editor-chefe da The Atlantic, conforme revelou a revista num artigo publicado esta segunda-feira. O Conselho de Segurança Nacional já disse que a cadeia de texto “parece ser autêntica”.
Duas horas e meia depois de a notícia ter sido publicada, Trump disse aos jornalistas que não tinha conhecimento de que a informação sensível tinha sido partilhada.
A mensagem “continha pormenores operacionais de ataques futuros aos rebeldes hutis apoiados pelo Irão no Iémen, incluindo informações sobre alvos, armas que os EUA iriam utilizar e sequência de ataques”, segundo o editor-chefe da The Atlantic, Jeffrey Goldberg.
De acordo com a Associated Press, ainda não é claro se os pormenores da operação militar eram confidenciais, mas trata-se, garantidamente, de informação sensível.
Os hutis estão na mira dos EUA desde que o grupo começou a atacar navios comerciais e militares no Mar Vermelho em novembro de 2023.