Ángeles Béjar, mãe de Luis Rubiales foi, esta quarta-feira, transportada de urgência para o Hospital Santa Ana, em Motril, na cidade espanhola de Granada. Béjar estava há cerca de 48 horas fechada na Igreja da Divina Pastora em greve de fome pela situação do filho.
A informação foi confirmada pelo pároco da paróquia Divina Pastora aos meios de comunicação, segundo avança o El Mundo. “Foi por causa do calor e tudo mais. Os seus pés estavam inchados e ela estava cansada. Ela também estava nervosa”, disse, ao confirmar que Luis Rubiales conversou com a mãe e a convenceu a sair da igreja.
Recorde-se que Ángeles Béjar estava em greve de fome em protesto contra a “perseguição desumana e sangrenta” de que o filho estava, segundo ela, a ser alvo.
Rubiales foi entretanto suspenso pela FIFA no último ‘dominó’ de consequências em torno do acontecimento de 20 de agosto, quando, no final do jogo que sagrou a seleção feminina espanhola campeã do mundo de futebol, em Sydney, na altura da entrega dos prémios, Luis Rubiales beijou na boca Jenni Hermoso, enquanto festejavam.
Seguiram-se inúmeras críticas ao sucedido, tendo a jogadora afirmado que não tinha consentido o beijo, depois de numa primeira versão ter dito que tudo tinha acontecido num momento de maior euforia.
Depois de vários dias com muitas críticas por diversos setores da sociedade, a RFEF realizou, na sexta-feira, uma Assembleia Geral Extraordinária, na qual era esperado o pedido de demissão de Rubiales, que não o fez.
Seguiu-se um novo pico de contestação e extremar das posições, com as jogadoras da seleção a anunciarem não estarem disponíveis para voltar a representar Espanha, enquanto os atuais dirigentes da RFEF se mantivessem nos cargos.
No sábado, a FIFA anunciou a suspensão de Rubiales do cargo por 90 dias, 11 membros da equipa técnica do selecionador, Jorge Vila, apresentaram a demissão, o técnico condenou o “comportamento impróprio” do presidente da RFEF, e o Governo espanhol anunciou uma denúncia ao Tribunal Administrativo do Desporto (TAD).