“Os mais de 700 alpinistas e guias que passam cerca de dois meses a escalar o Monte Evereste, deixam, a cada temporada, grandes quantidades de fezes e urina”, alerta o dirigente da Associação Montanhesa do Nepal, Ang Tshering, sublinhando que o governo nepalês ainda não tomou qualquer medida.
Em declarações à Associated Press, o representante da associação defende a necessidade de avisar os alpinistas para que tenham especial atenção ao destino que dão aos resíduos, mas reconhece que não há condições eficazes.
“Existem quatro campos entre a base da montanha e o pico, que têm equipamentos essenciais e alguns alimentos, mas não têm casas de banho. Os alpinistas fazem, geralmente, buracos na neve que improvisam para fazerem as suas necessidades”, explica Tsering. “É um perigo para a saúde e o assunto necessita de ser resolvido.”
Dawa Steven Sherpa, que tem liderado expedições de limpeza ao Evereste desde 2008, também se mostra preocupado com as condições em que se encontra a montanha, mas deixa uma sugestão: “Alguns alpinistas levam consigo sacos descartáveis onde fazem as suas necessidades, quando estão em pontos mais altos”.