Os 12 elementos do júri decidiram que Casey Anthony é inocente pela morte da filha, Caylee, de dois anos, vista pela última vez, com vida, em junho de 2008.
Foi a a avó materna quem, um mês depois, ligou para os serviços de emergência a denunciar ao desaparecimento da criança. O corpo foi encontrado só após seis meses de buscas intensivas, em decomposição, num bosque perto da casa onde morava, com uma fita adesiva no rosto.
A acusação alegou que a mãe teria descoberto na internet a forma de fazer clorofórmio em casa, para deixar a filha desacordade, antes de a matar, usando a fita para lhe tapar a boca e o nariz. Na versão da defesa, a criança morreu depois de ter caído acidentalmente numa piscina e a mãe, em pânico, teria ocultado a morte com a ajuda do pai.
Se tivesse sido considerada culpada, Casey Anthony enfrentaria a possibilidade de ser condenada à pena de morte, mas, com o veredito de terça-feira, o máximo que pode ter de cumprir são quatro anos de prisão, por ter fornecido informações falsas à justiça.
O caso prendeu a atenção dos norte-americanos.Ao longo das últimas semanas, tem sido a notícia mais acompanhada nos media norte-americanos e não saiu dos tópicos mais falados no Twitter. Também os lugares para assistir ao julgamento foram disputados diariamente por centenas de pessoas, que passaram horas em filas à porta do tribunal, em Orlando.
Mas o mediatismo do caso deve-se a mais que à simpatia por se tratar de uma criança: os contornos pouco claros e versões contraditórias valeram-lhe o título de “o julgamento da década”, por parte de vários cronistas.
Um dos detalhes mais discutidos do caso foi a divulgação de fotos de Casey Anthony a divertir-se em festas com amigos durante o período em que a filha estava dada como desaparecida.