As autoridades chilenas colocaram, esta terça-feira, as cidades de Talca, Cauquenes e Constitución sob recolher obrigatório, numa tentativa de evitar as pilhagens que se têm multiplicado desde o violento sismo do passado dia 26 de Fevereiro.
“Vamos tentar preservar a calma”, diz o general Bosco Pesse, explicando que o está em causa é criar condições para que se possa realizar a “operação de ajuda às comunidades e de distribuição de produtos de primeira necessidade, alimentos e água”.
O problema é que as populações afectadas – cujo número se calcula que ultrapasse os 2 milhões de pessoas – se queixam da falta de acesso a esses bens essenciais, pelo que, em muitos casos, o recurso a pilhagens se mostra como única alternativa.
Atingido por várias réplicas, o Chile tenta recuperar após o terramoto de sábado, que destruiu ou isolou povoações e obrigou o governo a colocar as Forças Armadas nas ruas para manter a ordem. O governo chileno recuou ainda da posição inicial e apelou à ONU por ajuda internacional.
Número de mortos não pára de aumentar
O número de mortos na sequência do sismo e dos tsunamis da madrugada de sábado no Chile subiu para 763, segundo o Gabinete Nacional de Emergência do país. A maioria dos mortos, 544, está na região de Maule. Também há 19 desaparecidos.