1. “Jacaré”
“O meu pai tratava-me por Jacaré, mais tarde percebi a razão. Em alguns aspetos, como a capacidade de adaptação, sou realmente parecido. Eu tanto estou a surfar como a gravar uma coisa ligada à música. Identifico-me com esta ideia de pertencer a todo lado e a lado nenhum.”
2. David Attenborough
João Kopke é um admirador do famoso naturalista britânico “pela sua dedicação à vida animal, um trabalho e paixão reconhecidos que conseguiu transpor para outras realidades, e que o levaram a discursar várias vezes na ONU sobre temas importantes como as alterações climáticas.”
3. “Encontros e Despedidas”, de Milton Nascimento
“É um tema lindíssimo, destaco-o pela letra, um relato de uma vida em trânsito e com a qual me identifico, pois estou muitas vezes fora de casa, em lugares diferentes. Lembra-me esta ideia de não haver um momento de chegada, andamos sempre a correr atrás de alguma coisa…”
4. Alfama
O bairro lisboeta é o seu lugar preferido na cidade, onde se reúne com os amigos e no qual tanto se ouve fado como sons cabo-verdianos. “Estudei música clássica, mas quase que posso dizer que foi em Alfama que descobri o que gostava na música, uma das formas de comunicar cultura mais ricas e intensas que há. Em Alfama, de alguma maneira, estão representados todos os sons do mundo.”
5. Margherita Pagani
Conheceu Margherita Pagani através da Global Shapers, comunidade de jovens criada pelo Fórum Económico Mundial, da qual também é membro. “Convido-os a conhecer o trabalho incrível que ela faz e o impacto que cria no mundo. Em 2018, estava na lista 30 Under 30 da revista Forbes como uma das empreendedoras sociais mais prometedoras da Europa.”
6. Multicolor
Nas gravações de Frequency, uma série que dá a conhecer destinos através do surf e da música tradicional, descobriu este conceito ligado à música e à cultura Gnaoua de Marrocos. “É uma coisa místico-religiosa, em que se exploram sete cores para atingir uma cura. Algumas pessoas são multicolores, eu relaciono isso com a nossa capacidade de mudarmos de estado de espírito, de fazermos e de conseguirmos ser coisas diferentes.”