Gosta de chamar ao fado os grandes escritores e as suas próprias criações. Com concerto marcado no Festival Músicas do Mundo, em Sines, é no Sr. Vinho que podemos ouvi-la cantar, três noites por semana, à meia-luz
Aldina Duarte decidiu ler a obra completa de Maria Gabriela Llansol, inspiração para o seu mais recente álbum, Quando Se Ama Loucamente. “Estou a ler Parasceve, da Llansol, e acabei Uma Boa Morte, de Hans Küng, fundamental para a discussão da legalização da morte assistida.”
2. Palácio Nacional de Sintra
A fadista não passa mais de um mês sem ir a Sintra e sem ver o mar das praias saloias. Um dos edifícios que mais a seduz é o Palácio da Vila: “Percorrer aquele espaço é absolutamente encantatório, também pela mistura das suas características medievais, góticas, renascentistas, manuelinas e românticas.”
3. Queijadas da Sapa, Sintra
É o ponto de chegada à sua “terra das fadas”, Sintra. “Sento-me na sala da lareira, na mesa junto à janela, donde vejo o Palácio da Vila e os jardins da Volta do Duche, como a melhor torrada de pão saloio com chá preto, e, por fim, a famosa queijada”, conta.
4. Jardim da Estrela e o Tejo, Lisboa
“Sinto que vivo numa casa à beira-rio com jardim”, diz Aldina Duarte, que nasceu há 50 anos em Lisboa. “Sou parte de um rio, que durante anos me seduziu, e temi, pela memória da partida dos barcos para África.” Passa todos os dias pelo jardim da Estrela, onde em menina passeava com a mãe.
5. O disco duplo “Magico – Carta de Amor”
De Jan Garbarek, Egberto Gismonti e Charlie Haden, lembra-lhe “o verdadeiro lugar que a música tem no mundo e na minha alma, com todo o engenho, beleza, graça e mistério”
6. Museu do Fado, em Lisboa
É um lugar especial. “Quem conhece entende perfeitamente o que quero dizer: esta música dá vício, mal não faz e pode fazer muito bem… a tudo!”