
O Oeste, terra do Sol Poente, foi sempre visto pelos egípcios antigos como a Terra das Sombras e dos Mortos. Por exemplo, todas as pirâmides e complexos tumulares estão construídos na margem ocidental do Nilo. Este Oeste estende-se por quilómetros sem fim e, já no tempo dos faraós, se sabia que avançar para Oeste era dirigir-se para as areias implacáveis do deserto que, com o seu calor e falta de água, transformavam o Sol, adorado como fonte de vida, num símbolo de morte.


O chamado Deserto Ocidental ocupa grande parte da área do Egito e é uma zona do pais incontornável, para aqueles que o desejam conhecer. Desde os tempos das primeiras dinastias faraónicas, passando pelos exploradores ocidentais do século XIX, as areias eternas sempre exerceram um fascínio enorme sobre aqueles que, em busca de glória ou fortuna, queriam saber mais sobre tudo aquilo que se encontrava além. Na nossa viagem resolvemos fazer o circuito dos oásis, começando pelo de Siwa, o mais ocidental, passando sucessivamente pelos de Baharyia, Farafra, Dakhla e Kharga.












