A Google tem um novo smartphone. O Pixel 9a apresenta-se como uma versão mais acessível no preço (a partir de 559 euros) e, mesmo não tendo todas as características dos modelos topo de gama, dá aos utilizadores uma experiência igualmente recheada, sobretudo no que às funcionalidades de Inteligência Artificial diz respeito.

“O Google Pixel 9a garante o melhor da experiência Pixel pelo melhor preço”, comentou Neha Dixit, gestora de produto da Google, numa apresentação antecipada do smartphone à imprensa e que a Exame Informática acompanhou.

O grande destaque do Pixel 9a é o design renovado. As laterais do smartphone têm agora um perfil mais reto e o friso icónico que albergava as câmaras traseiras desaparece. Aliás, o módulo de câmaras fotográficas praticamente não se destaca da traseira, um feito cada vez mais raro numa era em que as câmaras são uma das principais características dos telefones.

A estrutura lateral é feita em alumínio 100% reciclado, enquanto a traseira é feita em plástico (aqui, a taxa de reciclagem do material usado é de 81%). O Google Pixel 9a conta com uma certificação IP68, o que significa que é resistente à água (pode ser submerso até 1,5 metros) e ao pó.

A outra grande novidade é a inclusão do chip Tensor G4 – o mesmo modelo que está disponível nos Pixel 9 Pro e Pixel 9 Pro XL. Isto significa que apesar de mais barato, tem a mesma capacidade de processamento e a mesma capacidade em tarefas de Inteligência Artificial dos modelos mais avançados, suportando, por exemplo, o modelo Gemini Nano, que é executado diretamente no smartphone.

Google Pixel 9a: Pequenas melhorias

O novo Google Pixel 9a está equipado com um ecrã de 6,3 polegadas (2424×1080 píxeis de resolução), sendo capaz de atingir 2700 nits de brilho máximo e suportando uma taxa de atualização máxima de 120 Hz. Isto significa que o ecrã é um pouco maior e garante um pouco mais de luminosidade máxima.

A nível interno, o smartphone tem 8 GB de memória RAM, estando disponível em duas configurações de armazenamento: 128 GB e 256 GB. Quanto às câmaras, mantém-se o sistema duplo que já existia no Pixel 8a, mas a câmara principal tem agora 48 megapíxeis (contra os 64 MP do modelo anterior), uma abertura de f/1.7 (contra uma abertura de f/1.9, sendo que menor é teoricamente melhor) e ainda um estabilizador ótico de imagem. A câmara ultra grande angular tem 13 megapíxeis e, por fim, a câmara de selfies mantém-se também inalterada, integrando um sensor de 13 megapíxeis.

O novo smartphone tem igualmente aquelas que são as principais funcionalidades de fotografia e edição de imagem por Inteligência Artificial dos modelos mais avançados: há um modo de astrofotografia; há um modo de fotografia macro; há suporte para as funções Editor Mágico, Enquadramento Automático, Borracha Mágica, Melhor Take e Adiciona-me. E vem também com o assistente digital Gemini integrado de origem, suportando o modo de interação por voz (Gemini Live).

O Google Pixel 9a é lançado com a garantia de receber sete anos de atualizações do sistema operativo Android, sete anos de atualizações de segurança e sete anos de Pixel Drops, novas funcionalidades exclusivas dos smartphones Google Pixel e que vão sendo disponibilizadas ao longo do tempo.

O Google Pixel 9a vai chegar a Portugal e a outros mercados, estando a chegada às lojas prevista para abril.

“A quantidade de cocaína apreendida em 2024 é a mais elevada desde 2006, atingindo o valor de 23.011,89 kg, um aumento de 5,9% face a 2023, ano em que já se tinha verificado um incremento de 31,4% face ao ano anterior”, lê-se no Relatório Anual de 2024 de Combate ao Tráfico de Estupefacientes em Portugal, divulgado esta quarta-feira.

O documento reúne dados desta instituição, da GNR, da PSP, da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT), da Polícia Marítima (PM) e da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP).

No total, foram contabilizados pelas autoridades 1.884 intervenientes relacionados com o tráfico de cocaína, dos quais 1.553 foram detidos, menos 30,6% do que em 2023.

No ano passado foram também apreendidos 7.343,91 kg de canábis (haxixe), “um decréscimo de 80,6% relativamente a 2023, ano em que se apreenderam 37.945,48 kg daquela substância”.

Embora a quantidade tenha sido inferior à da cocaína, o número de apreensões foi superior, tal como o número de intervenientes relacionados com o tráfico de canábis: 4.574, dos quais 3.259 foram detidos pelas autoridades.

Segundo o relatório, esta droga é a que tem uma maior expressividade de indivíduos associados à atividade de tráfico/consumo (77,9 por cento). A heroína e o ‘ecstasy’ foram as restantes drogas mais apreendidas.

No caso da heroína, foram apreendidos 94,25 kg, “o valor mais alto desde 2020”, e identificados 836 intervenientes, dos quais 640 foram detidos; no caso do ecstasy, foram apreendidas 216.950 unidades, “mais 138,3% que em 2023, ano em que se apreenderam 91.054 unidades”. Dos 674 indivíduos associados ao tráfico desta droga, 562 foram detidos.

O relatório aponta ainda para uma manutenção das rotas de tráfico: sobretudo marítima no caso da cocaína e do haxixe – com origem, respetivamente, na América Latina e em Marrocos/Espanha -, e terrestre no da heroína e do ‘ecstasy’.

A União Europeia está a preparar a Carteira de Identidade Digital da UE (EUDI), uma nova forma de identificação que – ao substituir o cartão de cidadão e outros documentos físicos de identificação – tem por objetivo simplificar e tornar mais segura a forma como os cidadãos europeus se identificam e partilham informações com os serviços – públicos e privados – europeus.

“De cada vez que uma aplicação ou um sítio Web nos pede que criemos uma nova identidade digital ou que nos registemos sem dificuldade através de uma grande plataforma, não fazemos a menor ideia do que efetivamente acontece aos nossos dados. É por esse motivo que a Comissão irá propor uma identidade eletrónica europeia segura, que seja de confiança e que qualquer cidadão poderá utilizar em qualquer parte da Europa para tratar do que precisa, seja pagar impostos ou alugar uma bicicleta”, explicou Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, em 2020.

Antes da sua implementação – que deverá acontecer até ao final de 2026 -, a EUDI está a ser testada, desde abril de 2023, em quatro projetos-piloto de larga escala, que contam com a participação de mais 250 empresas privadas e autoridades públicas em 25 Estados-Membros e na Noruega, na Islândia e na Ucrânia – que já referiu que os testes realizados com o novo sistema foram bem sucedidos. No início de março, a Moldávia anunciou que vai participar na segunda ronda do projeto.

Como funciona?

De acordo com a Comissão Europeia, a Identidade Digital da UE estará “disponível para os cidadãos, os residentes e as empresas da UE que pretendam identificar-se ou comprovar determinados dados pessoais”. O novo sistema funcionará através de carteiras digitais (disponíveis em aplicações para telemóveis) e irá permitir que os cidadãos provem a sua identidade em todos os Estados-Membros, sempre que necessário, ou confirmem uma determinada característica ou dado, sem revelar outras informações pessoais. O sistema dá aos utilizadores “pleno controlo para escolher os aspetos da sua identidade, os dados e os certificados que partilham com terceiros e para conservar o rasto dessa partilha”, pode ler-se no site da Comissão Europeia.

Será também possível armazenar e trocar informações fornecidas por administrações públicas ou fontes privadas – como o nome ou a nacionalidade – que podem ser utilizadas para aceder a determinados serviços – como alugar um automóvel ou abrir uma conta bancária – ou comprovar direitos – como o direito de residir, trabalhar ou de estudar num determinado Estado-Membro.

A Comissão Europeia acredita que este documento vai resolver várias lacunas nos sistemas de identificação digital atuais, que não se encontram disponíveis para toda a população e não permitem um “acesso transfronteiras”. “Apenas 14 % dos prestadores de serviços públicos essenciais em todos os Estados-Membros permitem a autenticação transfronteiras com um sistema de identificação eletrónica, por exemplo para provar a identidade de uma pessoa na Internet sem necessidade de uma palavra-passe”, lê-se.

Os distritos de Lisboa, Setúbal e Leiria estão desde as 06h00 desta quarta-feira sob aviso amarelo devido à chuva forte, passando depois a laranja e estendendo-se a Faro e Beja devido à passagem da depressão Martinho.

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), além da chuva, a depressão vai trazer vento e ondulação forte até o dia de amanhã, sobretudo às regiões centro e sul de Portugal continental.

Os distritos de Lisboa, Setúbal e Leiria estão sob aviso amarelo até às 21h00 de hoje, passando depois a laranja até às 06h00 de quinta-feira devido à previsão de períodos de chuva, por vezes forte, que pode ocasionalmente ser acompanhada de trovoada.

Também por causa da chuva forte, o IPMA colocou sob aviso amarelo os distritos de Faro e Beja entre as 15h00 e as 21h00, passando depois a laranja até às 06h00 de quinta-feira.

O IPMA colocou ainda sob aviso amarelo devido à chuva os distritos de Évora, Santarém e Portalegre a partir das 18h00 de hoje e as 06h00 de quinta-feira e Viseu, Guarda, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra entre as 00h00 e as 06h00 de quinta-feira.

Foram igualmente emitidos avisos laranja devido à previsão de vento forte com rajadas até 90 quilómetros por hora (km/h), sendo de 110 km/h nas terras altas, para os distritos de Viseu, Porto, Guarda, Vila Real, Setúbal, Santarém, Viana do Castelo, Lisboa, Leiria, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra e Braga entre as 00h00 e as 06h00 de quinta-feira.

O IPMA colocou aviso amarelo de vento forte para todos os distritos do continente a partir da tarde de hoje e até às 15h00 de quinta-feira.

Sob aviso amarelo por causa da agitação marítima estão ainda os distritos de Faro, Setúbal, Lisboa, Leiria e Beja entre as 15h00 de hoje e as 22h00 de quinta-feira.

Por sua vez, também o arquipélago da Madeira foi colocado sob aviso laranja, devido à previsão de vento forte (a partir das 12h00 de hoje) e agitação marítima, apenas no caso do Porto Santo (a partir das 21h00).

O arquipélago da Madeira vai estar também sob aviso laranja devido à chuva até às 12h00 de hoje e de vento com rajadas até 95 km/h entre as 12h00 e as 21h00 de hoje, passando ambos depois a amarelo.

Segundo o IPMA, até sexta-feira o acumulado total de precipitação deverá ser entre 70 e 100 milímetros nas regiões Centro e Sul, podendo ser localmente superior no litoral Centro.

A depressão Martinho vai trazer também um aumento da intensidade do vento, que vai soprar de sul/sueste com rajadas que poderão atingir valores da ordem dos 80 a 90 km/h, em especial no litoral, e 110 a 120 km/h nas terras altas.

Jensen Huang, CEO da Nvidia, anunciou durante a GPU Technology Conference (GTC) 2025, as máquinas DGX Spark e DGX Station, supercomputadores pessoais que permitem realizar operações relacionadas com a Inteligência Artificial, como desenvolver protótipos, realizar afinações e executar modelos de IA de diferentes tamanhos. “Isto é como os computadores devem parecer e isto é como os computadores vão ser no futuro. Temos uma linha completa para empresas agora, desde muito pequenos até estações de trabalho”.

Na primeira máquina, está um superchip Grace Blakwell GB10 que permite até mil biliões de operações por segundo e na DGX Station encontramos um GB300 Grace Blackwell Ultra Desktop Superchip e 784 GB de memória, noticia o TechCrunch.

O DGX Spark está já disponível, enquanto a DGX Station deve chegar mais tarde, ainda este ano, através de parceiros como Asus, Boxx, Dell, HP e Lenovo.

O CEO da Nvidia vaticina que os agentes de IA vão estar em todo o lado e “como eles são executados, que empresas os correm e como os correm vai ser fundamentalmente diferente. Agora temos uma nova linha de computadores. E é isso”.

A BYD, o gigante chinês da área de novas energias e tecnologia, anunciou uma nova plataforma com o potencial para transformar radicalmente o panorama da mobilidade elétrica. A Super e-Platform da BYD promete equiparar a velocidade de carregamento dos elétricos à do reabastecimento dos veículos a combustão, um objetivo há muito ambicionado pela indústria.

“Para eliminar completamente a ansiedade dos utilizadores em relação ao carregamento, o nosso objetivo é tornar o carregamento dos veículos elétricos tão rápido como o reabastecimento de um automóvel a gasolina – alcançando a ‘paridade combustível-eletricidade’ na velocidade de carregamento”, afirmou Wang Chuanfu, presidente do conselho de administração e presidente do Grupo BYD, no evento de lançamento em Shenzhen, na China.

A Super e-Platform introduz um conjunto de tecnologias inovadoras que estabelecem novos recordes no ecossistema dos veículos elétricos de produção em série. Um dos destaques é a potência de carregamento de 1 megawatt (1000 kW), a maior velocidade de carregamento para veículos de produção em série. Na prática, isto significa que a plataforma pode adicionar dois quilómetros de autonomia por segundo, com um carregamento rápido de cinco minutos a garantir até 400 quilómetros de autonomia.

Esta capacidade de carregamento ultrarrápido é suportada por uma “arquitetura de alta tensão de todos os domínios em kV”, a primeira do mundo numa plataforma de produção em série de automóveis de passageiros. Esta arquitetura permite uma capacidade de nível de kV na bateria, no motor, na fonte de alimentação e no ar condicionado. A BYD Super e-Platform integra ainda a “Flash Charging Battery”, que possibilita uma corrente de carga máxima de 1000 A e uma taxa de carga máxima de 10 C (10 vezes a capacidade da bateria), valores de referência para veículos de produção em série.

Para tirar pleno partido desta tecnologia, a BYD também desenvolveu um sistema de terminal de carregamento flash de megawatt, totalmente arrefecido a líquido, capaz de fornecer uma potência máxima de 1360 kW. A empresa planeia instalar mais de 4000 destas estações de carregamento flash de megawatt em toda a China. Além disso, a BYD criou uma tecnologia de “carregamento duplo” que permite atualizar carregadores rápidos e supercarregadores para os novos padrões ultrarrápidos. Esta tecnologia, designada “intelligent boost”, assegura a compatibilidade com estações de carregamento públicas, facilitando o carregamento numa ampla variedade de locais.

A nova plataforma apresenta ainda um motor único com potência de 580 kW, que permite atingir velocidades máximas superiores a 300 km/h nos dois modelos iniciais, o HAN Le o TANG L, comercializados na China. Este desempenho é possibilitado por um novo motor capaz de funcionar até 30.000 rotações por minuto.

Diz a Constituição da República Portuguesa, no seu Artigo 65.º, que “todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar”. 

Todos sabemos que não é assim. Nunca foi e não é fácil acreditar que algum dia será, mas o que mais fere a lei fundamental é esta sensação de inércia política perante um descalabro social há muito anunciado. 

As evidências “desfilam” à frente dos nossos olhos, umas atrás das outras. Ao fim de sete anos em Portugal, a são-tomense Ana Paula dos Santos, imigrante legalizada, cuidadora de idosos, não vai poder sair com o seu quarto filho da Maternidade Alfredo da Costa, onde ontem deu à luz.

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O ROG Flow Z13 já não é uma novidade no mercado, uma vez que a Asus lançou as primeiras versões deste modelo em 2021. Este versão de 2025 é, na verdade, mais do que um simples tablet — é um verdadeiro computador. E dizemos isso não só pelos componentes que o compõem, mas também pelo próprio aspeto. Apesar de ter o aspeto de um tablet, pesa cerca de 1,2 kg sem o teclado amovível, o que pode afetar a portabilidade, tornando-o até mais pesado do que vários portáteis que já testámos na Exame Informática.

A construção é muito boa, com destaque para a traseira feita em alumínio, conferindo-lhe uma aparência robusta. Destacam-se dois detalhes nesta parte do dispositivo. O primeiro é uma tira transparente com iluminação, que permite ver parte dos componentes internos. O segundo é um suporte que abre e possibilita posicionar o tablet em diferentes ângulos, funcionando quase como um portátil tradicional.

Veja imagens do tablet:

Depois, o teclado físico (tem iluminação RGB), que se fixa ao ecrã através de uma liga magnética, permite escrever e jogar de forma semelhante a um portátil. Além disso, é silencioso, o que possibilita longas sessões de gaming sem incomodar quem esteja por perto. No entanto, sentimos falta de algum espaço entre as teclas, um detalhe que garantiria mais conforto, sobretudo para quem passa o dia a escrever.

Um ecrã de excelência

O ecrã é, sem dúvida, um dos componentes mais importantes, seja para jogar, trabalhar ou ver uma série. Um ecrã de boa qualidade e resolução não só proporciona imagens mais nítidas e vibrantes, como também reduz a fadiga ocular durante longos períodos de utilização. E foi exatamente isso que sentimos: não existem praticamente reflexos, as cores são vivas e os pretos dão realismo às imagens.

A Asus incorpora neste tablet a tecnologia ROG Nebula, que foi especialmente desenvolvida para gamers, proporcionando uma alta resolução e uma taxa de atualização impressionante de 180 Hz, o que para videojogos é muito bom. Este ecrã tátil de 13,4 polegadas também conta com um brilho elevado, garantindo que, mesmo sob luz solar intensa, a visibilidade permanece clara e sem problemas, permitindo uma experiência agradável ao utilizador, seja em ambientes internos ou ao ar livre. 

À primeira vista, devido às dimensões compactas em comparação com um portátil, poderíamos pensar que o desempenho seria comprometido. Mas não se deixe enganar. Esta é uma máquina poderosa, tanto para jogar como para tarefas de edição de vídeo. O segredo deste desempenho está no processador AMD Ryzen AI MAX+ 395, um chip unificado que integra a componente gráfica e uma unidade de processamento neural (NPU), responsável pelas funcionalidades de Inteligência Artificial que o tablet disponibiliza. Além disso, os 32 GB de memória RAM permitem realizar várias tarefas em simultâneo sem perdas de desempenho, aliados a 1 TB de armazenamento.

Os nossos testes de benchmarks revelaram que esta é uma máquina poderosa, isto porque mesmo sem ter uma placa gráfica dedicada os resultados são muito convincentes. O ROG Flow Z13 apresenta resultados melhores que vários portáteis de gaming com uma gráfica dedicada. Isto surpreende e pode ser explicado pelo processador da AMD. Para colocarmos à prova o tablet, instalámos um dos videojogos mais exigentes a nível gráfico, Senua’s Saga: Hellblade II, e conseguimos jogá-lo com uma média de 60 FPS (fotogramas por segundo) no modo turbo. O desempenho gráfico é impressionante, especialmente considerando o formato ultracompacto do dispositivo. Além disso, o sistema de arrefecimento revela-se extremamente eficaz, embora à custa de um ruído significativo da dissipação térmica.

Ao segurarmos o dispositivo, percebemos que as suas dimensões não são as mais equilibradas para um tablet, tanto pelo peso como pela espessura. No entanto, isso deve-se ao sistema de dissipação térmica, que precisa de espaço para funcionar de forma eficaz. O ar entra pela traseira do dispositivo e é expelido pela parte superior, sem que exista um aquecimento excessivo. O Asus ROG Flow Z13 tem ainda três modos de utilização: silencioso, desempenho e turbo. Durante os testes de benchmarks, em que exigimos mais do equipamento, notámos um ruído bastante significativo, que pode tornar-se incomodativo em períodos prolongados – sobretudo no modo turbo. No entanto, este é também o modo que garante o melhor desempenho.

Videochamadas do Asus ROG Flow Z13

A Asus equipa este tablet com várias opções de conectividade, tornando o uso de adaptadores praticamente desnecessário. Conta com duas portas USB-C de 40 Gbps, uma USB-A, uma porta HDMI (cada vez menos comum em portáteis tradicionais) e uma entrada de áudio convencional. Além disso, inclui ainda um leitor de cartões de memória microSD.

No que diz respeito às videochamadas, o Asus ROG Flow Z13 está equipado com duas câmaras integradas: uma traseira, com uma resolução de 13 MP, e uma frontal com 5 MP de resolução. Embora o sensor frontal ofereça menor definição e qualidade, é importante referir que a maioria dos portáteis dispõe de câmaras frontais, também, com apenas 5 MP de resolução.

Relativamente aos dois altifalantes do dispositivo, posicionados nas laterais inferior do tablet, ficámos impressionados com a nitidez do áudio reproduzido, especialmente tendo em conta que este equipamento é, essencialmente, um tablet. Por fim, o ROG Flow Z13 conta com três microfones que asseguram estabilidade e fluidez durante as chamadas.

A potência máxima de carregamento via USB-C é de 100W, mas é com o carregador original que o ROG Flow Z13 revela todo o seu poder, atingindo uns impressionantes 200 watts — um valor raro, não só em portáteis, mas ainda mais num tablet. O ponto menos positivo é que este adaptador, incluído na caixa, é bastante volumoso e pesado, o que compromete a portabilidade.

Quanto à autonomia, nos nossos testes, o equipamento alcançou cerca de oito horas de utilização em cenários equilibrados, com o brilho e o modo de desempenho ajustados para um nível intermédio. No entanto, ao executar aplicações mais exigentes, é expectável que a autonomia diminua significativamente.

Veredicto final do Asus ROG Flow Z13

Esta máquina é extremamente poderosa, garantindo um desempenho superior tanto em videojogos como em aplicações graficamente exigentes, e tudo isto num formato compacto e com 1,2 kg. Este desempenho é impulsionado por um avançado processador da AMD, embora, como seria de esperar, o tablet tem um preço elevado. No entanto, considerando as boas especificações e a versatilidade que proporciona, o custo não é desproporcionado – ainda que permaneça fora do alcance de muitos orçamentos. Sem dúvida, que este é o tablet mais poderoso e completo, atualmente, disponível no mercado.

Tome Nota
Asus ROG Flow Z13 (2025) – €2499,99
Site: asus.com/pt

BENCHMARKS PCMark 10 Extended: 11143   • Essenciais 11815   • Produtividade 10933  • Criação Conteúdo Digital 16131  • Jogos 19992  • 3D Mark: Wild Life 48365  • Wild Life Extreme 15475  •  Fire Strike 23461   • Fire Strike Extreme 11784  • Fire Strike Ultra 6450 • Night Raid 51665  • Solar Bay 44410 • Time Spy 10198 • Time Spy Extreme 5051 • Cinebench 2024: CPU Single 71 • CPU Multi 1131 • Geekbench 6 Single 2978 /Multi 20590   • GPU 88841   • Final Fantasy XV (FHD, Standard) 10229  • Autonomia (PCMark 10 Modern Vídeo, Modo equilibrado) 8h30m

Ecrã Muito Bom
Construção Excelente
Jogos Muito Bom
Conectividade Excelente

Características Ecrã: ROG Nebula 13,4” (2560×1600 p), 180Hz, 500 nits (máx) ○ Proc. AMD Ryzen AI MAX+ 395; NPU: XDNA, 50 TOPS ○ Memória: 1 TB SSD, RAM: 32 GB ○ Windows 11 ○ Videoconferência: Câmaras 13MP (traseira), 5MP (frontal), 3x altifalantes, 3x microfones ○ Conectividade: Wi-Fi 7e Bluetooth 5.4 ○ Portas: 1x jack áudio 3,5 mm; 1x HDMI 2.1; 1x leitor microSD; 1x USB-A 3.2; 2x USB-C 40 Gbps ○ Carregamento: 200W; Dimensões: 30×20.,4×1,49 cm ○ Peso: 1,20 kg

Desempenho: 5
Características: 4,5
Qualidade/preço: 3

Global: 4,2

Nestas coisas de escândalos nas lideranças políticas e demais cargos públicos a questão criminal é apenas uma das vertentes a considerar. Não se espera menos do que o escrupuloso cumprimento da lei. Muitos duvidam que Montenegro o tenha feito. Temos que considerar também a questão ética, que não depende da lei mas do facto de os governados esperarem que os governantes ajam com lisura e defendam sempre o interesse do Estado, em vez dos seus interesses particulares pessoais, familiares ou de grupo. Parece que Montenegro não sabia disso.

Depois vem a questão institucional. Um primeiro-ministro que governa num regime semipresidencial tem que se entender com o mais alto magistrado da nação. Parece que Montenegro não sabia que não podia falhar na lealdade que devia a Marcelo, ao deixá-lo na completa ignorância do que iria comunicar ao País quando avançou com a possibilidade duma moção de confiança. Por último, mas não menos importante, vem a questão política, que é como quem diz que um governo minoritário não pode reservar à oposição o papel de embrulho. Parece que Montenegro também não o sabia.

Aqui chegados não podemos esconder que a responsabilidade principal da instabilidade que vivemos no último ano e que provavelmente se vai prolongar no tempo pertence sobretudo a Marcelo. Foi ele que decidiu, à revelia do Conselho de Estado e da Constituição, dissolver um parlamento que contava com uma maioria absoluta de deputados dum só partido, e que poderia garantir estabilidade política a um governo depois de Costa.

Ao avançar então para eleições sem necessidade – decisão que estava exclusivamente na sua mão – Marcelo ofereceu ao País um parlamento pulverizado e sem boas condições de governabilidade, com a agravante de o principal concorrente ter ganho ao segundo por duas décimas de votos. Lindo serviço.

Agora vamos de novo a eleições legislativas, em cima das regionais na Madeira, das autárquicas e das presidenciais. Ninguém sabe o que sairá delas. Mas num mundo onde os Estados Unidos elegeram como presidente pela primeira vez na história um criminoso condenado, e num país onde Isaltino foi condenado, cumpriu pena e voltou a ganhar a câmara de Oeiras, tudo é possível.

Para agravar ainda mais a situação, temos um primeiro-ministro que afirma aos quatro ventos que voltará a ser candidato a chefiar o governo mesmo que entretanto seja constituído arguido. A falta de vergonha já chegou a este ponto. Entretanto, Marques Mendes que sempre condenou este tipo de prática política, fica calado por que precisa do apoio do PSD para a sua campanha presidencial.

Fernanda Câncio fez bem em lembrar a reação de Montenegro enquanto líder da oposição, relativamente à demissão de António Costa a 7 de novembro de 2023, decisão que tomou após a Procuradoria-Geral da República ter publicado um comunicado no qual informava que estava a ser investigado no âmbito de um processo criminal. Disse Montenegro: “A manipulação e a mentira têm sempre um prazo de validade”. Na mesma alocução, Montenegro usou palavras como “compadrio”, “pântano”, e falou até de “corrupção administrativa e política”. E de “ser imperioso recuperar a confiança”.

Até agora nada se apurou de António Costa, mas já no caso Montenegro, de acordo com o constitucionalista Jorge Reis Novais: “as avenças pagas à Spinumviva continuaram a ser pagas a Luís Montenegro, mesmo após este assumir o cargo de primeiro-ministro, o que viola a exclusividade a que está obrigado enquanto governante.”

Temos, portanto, o desenrolar da novela “Mar Negro” (Marcelo + Montenegro) diante dos olhos do País, com dois protagonistas de primeiro plano. Por um lado, Marcelo, eterno criador de cenários e de factos políticos, e presidente que “fala por tudo e por nada”, e que criou as condições objectivas para a actual realidade. Por outro lado, Montenegro falhou no mais básico, destruindo a confiança do País no seu chefe de governo, rodeado de suspeitas.

Em todo o caso Marcelo já não se livra do cognome “O Dissolvente”. Entretanto, Cavaco, que tanto se empenhou publicamente na campanha que levou Montenegro ao poder, permanece calado…    

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