A Google removeu quase 600 aplicações da Play Store, a loja oficial de apps do Android, e que no total já tinham sido descarregadas 4,5 mil milhões de vezes. Em causa estão aplicações que estavam a violar as regras que a gigante norte-americana define para a mostragem de publicidade nos smartphones.
De acordo com a publicação Buzzfeed, a empresa chinesa Cheetah Mobile foi uma das mais afetadas por esta purga – ao todo a empresa viu 45 aplicações serem removidas e foi também ela retirada das redes de publicidade da Google.
Segundo a informação partilhada pela própria Google, as aplicações foram eliminadas por mostrarem “anúncios disruptivos”, o que significa que são mostrados aos utilizadores de forma inesperada e interferem na experiência de utilização dos serviços.
“Apesar de poderem aparecer dentro das aplicações, uma forma de anúncios disruptivos que temos visto a aumentar é algo ao qual chamamos de anúncios fora do contexto, que é quando os programadores maliciosos mostram anúncios no smartphone quando o utilizador não está a usar ativamente a aplicação [do programador].”
A empresa deu um exemplo: imagine abrir a aplicação do telefone para fazer uma chamada e, de repente, surge um anúncio pop-up de página inteira, quando ali nem sequer deveria haver um anúncio. “Esta é uma manobra invasiva que resulta numa fraca experiência de utilização (…) e pode levar a cliques em anúncios que desperdiçam os investimentos dos anunciantes”, acrescenta a Google.
Esta não é a primeira vez que a tecnológica faz uma ‘limpeza’ no Google Play para eliminar aplicações que exploram esquemas de publicidade fraudulenta e que violam as regras de utilização das redes de anúncios que a Google tem. Segundo a empresa, as quase 600 aplicações agora removidas eram acima de tudo direcionadas para utilizadores de língua inglesa e as empresas banidas eram de países como a China, Singapura e Índia.