Três euros chegam para começar a jogar com pessoas dos quatro cantos do mundo em tempo real, a partir do telemóvel. Basta fazer o download e a subscrição inicial de Undercover 2: Merc Wars, cuja estreia está prevista para Junho, na Vodafone, onde se vai manter como um exclusivo para Portugal durante três meses. A produtora do jogo, a portuguesa Ydreams, prevê que o jogo tenha mais de cinco mil jogadores nesse período. Mas esta previsão restringe-se apenas ao mercado português e a verdade é que o Undercover 2: Merc Wars deverá em breve ser disponibilizado em 25 países, após negociações que a Ydreams mantém actualmente com operadores de telecomunicações que se interessaram pela versão beta da sequela de Undercover, apresentada em Março na feira 3GSMWorld, em Cannes.
Undercover2: Merc Wars distingue-se pelo espírito inacabado do enredo – e esta característica está longe de ser um ponto negativo, num jogo que tem por base a intriga internacional, com mercenários e afins que lutam nos quatro cantos do mundo (o jogo dispõe do mapa do mundo inteiro, sendo que a Europa está representada quase na totalidade, cidade a cidade). Através da flexibilidade do enredo, os jogadores que entrem no jogo vão poder criar capacidades e “personalidades” únicas que os distinguem dos concorrentes. Em simultâneo, poderão aliar-se a clãs ou operar por conta própria, em missões que servem apenas para ganhar dinheiro e experiência, campanhas especiais que permitem avançar no enredo do jogo, ou apenas a eliminar adversários por puro divertimento. Além de jogadores humanos, todo o mundo representado no jogo vai estar habitado de personagens virtuais que tanto podem actuar como “patrões” que propõem novas missões, como também serem inimigos a abater à primeira oportunidade. O enredo principal é ditado pela tutora Hanna Krycek, personagem que provém do primeiro Undercover. Definidas as condições de arranque, os criadores do jogo prevêem moldar o enredo e as campanhas especiais, conforme as preferências e a adesão dos jogadores. O jogo foi criado em Java (J2ME nos telemóveis e J2EE para o servidor) e permite operar por sistemas de localização por GPS ou células de telemóvel, em que o jogador virtual segue os passos que o utilizador vai fazendo ao longo, enquanto caminha ou viaja de comboio, por exemplo. O jogo é compatível com metade dos telemóveis que operam em GPRS, entre os quais se destacam as Séries 40 e 60 da Nokia, os Sharps 902 e 802, Motorola V980 e E1000 e ainda quase todos os dispositivos que operem nas redes de Terceira Geração (UMTS ou 3G). Na Vodafone de Portugal, a primeira subscrição mensal custa três euros, sendo que as restantes mensalidades estão fixadas em 2,5 euros. Ainda não está definido o custo das ligações GPRS de cada sessão, mas prevê-se que seja superior a 20 cêntimos, independentemente da duração. Além do download por telemóvel, prevê-se que o jogo possa ser pré-instalado em modelos de determinadas marcas ou em telefones vendidos por algumas cadeias de lojas especializadas. A instalação através da Internet também está prevista. Sobre a mesa, está também a possibilidade de o jogo ter também uma versão num canal de TV nacional.