Um grupo de 36 procuradores gerais e representantes de vários estados vão avançar com uma queixa contra a Google hoje por práticas anticompetitivas. Ontem, foi revelado que o Texas lidera um outro grupo de nove estados numa acusação de que a Google trabalha com a Facebook em violação das leis anti-trust nos EUA.
No primeiro caso, os queixosos acusam a Google de favorecer os seus próprios produtos em vez de apresentar uma abordagem neutra nos resultados das pesquisas, colocando os rivais em desvantagem. Os estados em questão pretendem abordar o posicionamento da Google, de abuso, em mercados emergentes como o das colunas domésticas inteligentes ou em software para automóveis e televisões. A acusação pretende que sejam aplicadas multas à Google por estas práticas.
Na queixa liderada pelo Texas, os estados pedem que a Alphabet os indemnize poro danos e procure “alívio estrutural”, o que geralmente é interpretado como diversificação dos seus investimentos. Estes queixosos acusam a Google de ter trabalhado com a Facebook de forma ilegal para aumentar a sua posição (já dominante) no segmento da publicidade online. A Google é acusada de abusar do seu monopólio, permitindo que as suas próprias ofertas vençam os leilões, mesmo quando os rivais fazem licitações mais altas. Por outro lado, a gigante estará a cobrar em demasia aos anunciantes, explica a Reuters.
O processo descreve que “como documentos internos da Google revelam, a Google procurou eliminar a competição e fê-lo recorrendo a táticas exclusionistas, incluindo um acordo ilegal com a Facebook, a sua maior potencial ameaça competitiva”.
Esta queixa dá voz a grupos como a News Corp e outros gigantes da indústria que acusam a Google de baixar as suas taxas para perto de zero para ganhar domínio entre os editores, de usar táticas enganadoras na mediação de transações entre os publishers e os anunciantes e cobrou taxas excessivas dos dois lados por servir de árbitro.
O caso do Texas é a segunda maior queixa dos reguladores contra a Google e a quarta de uma série de processos federais e estatais contra as gigantes tecnológicas nos últimos tempos. A Google já reagiu dizendo que este caso não tem fundamento.