O CEO da Apple escreveu um e-mail para os seus colaboradores a referir que a empresa não existiria se não houvesse imigração e muito menos cresceria ou seria inovadora. O responsável da Y Combinator, que investiu em mais de 900 startups, entre as quais a Dropbox, Reddit ou a Airbnb e diz que estas medidas são «uma quebra no contrato da América com os imigrantes da nação», cita a Cnet.
Satya Nadella, da Microsoft, escreve que «enquanto CEO e imigrante, pude experienciar e vi o impacto positivo que a imigração tem na nossa empresa, no país e no mundo». Por outro lado, o CEO da Box, um investidor do Twitter e o responsável da Lyft anunciaram apoios financeiros para a American Civil Liberties Union, que promete contestar estas políticas.
Estas medidas irão afetar a forma como as tecnológicas se relacionam com Trump. Nos últimos anos, o setor esteve ao lado de Obama e, durante as presidenciais, salvo raras exceções, as gigantes tecnológicas apoiaram Hillary contra Trump. Depois da vitória do empresário, 13 responsáveis juntaram-se na Trump Tower para discutir temas como o investimento, comércio e até a política de imigração. Agora, com esta medida, as tecnológicas podem voltar a afastar-se do novo presidente dos EUA.
Donald Trump aprovou a proibição de entrada nos EUA de cidadãos do Irão, Síria, Iraque, Iémen, Sudão, Somália e Líbia. Uma juiza mostrou-se contra a medida, o que provoca uma suspensão temporária no processo. A ideia da Administração é impedir a entrada destes cidadãos durante 90 dias, enquanto o novo governo não cria medidas mais definitivas.